Mônaco - Uma confusão com os botões no volante custou a Rubens Barrichello, ontem, o primeiro pódio por sua nova equipe, a Honda. Quinto no grid, ele adotou uma estratégia de um pit stop e recebeu a recompensa. Com os abandonos de Mark Webber e Kimi Raikkonen, alcançou o terceiro lugar a 37 voltas do fim.
O sonho, porém, ruiu sete voltas depois, quando a direção de prova o puniu com uma passagem extra pelos pits.
Quando voltou, era de novo quinto - mais tarde seria o quarto, com o abandono de Jarno Trulli. O motivo da punição: quando fez seu pit, atingiu 85,1 km/h - o máximo permitido é 80 km/ h. Para evitar isso, os carros têm um limitador de velocidade acionado por um botão no volante. Instantes após a prova, Barrichello dizia não saber o que tinha acontecido. “Vamos ter que investigar”, afirmou.
Schumacher
O alemão Michael Schumacher, da Ferrari, disse ontem, após a disputa do Grande Prêmio de Mônaco, que ainda estava “estupefato” com a dureza da punição que recebeu - Schumacher perdeu a pole e largou em último por obstruir os adversários no treino classificatório.
“Estou contente por ter alcançado a quinta posição após ter largado dos boxes, mas não posso negar o quanto fiquei frustrado com tudo o que aconteceu ontem (sábado). Estamos estupefatos diante da dureza da decisão dos comissários. Posso compreender que de fora as coisas podem parecer um pouco estranhas, mas quando não se têm todas as informações é difícil emitir um julgamento sensato ”, declarou Schumacher.
´“Fico triste por ter atrapalhado a volta de Fernando Alonso, não era minha intenção, naquele momento não sabia onde ele estava porque não me comunicaram por rádio. Estou há 16 anos na Fórmula 1 e me acostumei a viver com este tipo de situação. Estamos na sétima corrida do campeonato e acho que ainda não há nada decidido e que todos se deram conta que eu não me entrego fácil ”, concluiu o piloto daFerrari.