Internacional

Abbas e Hamas negociam acordo para o reconhecimento de Israel

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Gaza - O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o grupo terrorista e partido político Hamas iniciaram negociações ontem para tentar chegar a um acordo sobre um plano para o reconhecimento de Israel como Estado.

Abbas se encontrou com um grupo de representantes do Hamas e de facções ligadas ao partido para discutir o documento, de cinco páginas, elaborado no início deste mês por líderes palestinos detidos em Israel. O texto propõe a aceitação de um acordo de paz caso Israel volte às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Na semana passada, Abbas disse que se não houver um acordo com o Hamas para aceitar uma proposta de reconciliação - que inclui o reconhecimento de Israel como Estado - em dez dias, ele irá submeter o projeto a plebiscito.

O Hamas vem sofrendo pressão tanto de Abbas como da comunidade internacional (no último caso, através de um boicote financeiro) para que possam ser retomadas as negociações de paz com Israel. Abbas tenta também solucionar a crise que tem abalado os territórios e instituições palestinas desde a chegada do Hamas ao poder.

Ataque mata membro do Hizbollah

Um ataque aéreo israelense matou ontem, no sul do Líbano, um membro do grupo extremista islâmico Hizbollah, que respondeu disparando contra a região norte de Israel, informou a rede de TV Al Manar, pertencente ao movimento radical libanês. O militante morreu em meio aos bombardeios israelenses contra várias regiões libanesas.

O Hizbollah afirmou também que “os bombardeios israelenses tiveram como alvo várias regiões libanesas e diversas posições palestinas”.

A Força Aérea de Israel executou ontem três novos ataques contra o sul do Líbano, o que provocou uma resposta de homens armados que abriram fogo contra o território israelense, informou a polícia libanesa.

Os novos ataques aconteceram depois dos disparos de cinco obuses de morteiro a partir do sul do Líbano contra o norte de Israel, afirmaram fontes dos serviços de segurança libaneses.

Comentários

Comentários