Ser

Agências de relacionamento

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Todas as pessoas desejam encontrar um amor, aponta Claudya Toledo, especialista em comportamento humano e sócia-proprietária de uma agência de relacionamentos. “A vontade de ter alguém e namorar é natural do ser humano. Temos sempre a vontade de buscar o outro. O feminino busca o masculino e vice-versa. Esse é o grande poder da criação”, diz ela, que é autora do livro “Manual da Cara Metade”.

Segundo Toledo, principalmente neste mês, quando a mídia e o comércio trabalham com o Dia dos Namorados, grande parte da população fica mais sensível em relação ao romantismo. Para atender a tribo dos solteiros, muitas agências e sites de relacionamentos costumam promover encontros. Alguns deles se transformam em verdadeiras histórias de amor, conta a especialista, que atualmente atende 3.500 pessoas em sua empresa.

Um dos casos mais interessantes envolve uma empresária de 42 anos que estava procurando um namorado há tempos. “Semana passada ela foi à agência e se inscreveu. Mas dias depois telefonou para suspender o cadastro porque, na saída do nosso escritório, foi ao supermercado, conheceu uma pessoa e começou a namorar.”

De acordo com Toledo, no momento em que as pessoas aceitam e assumem que querem arrumar um namorado, as coisas acontecem com maior facilidade. A escritora cita o caso de um homem de 28 anos que há tempos participou de um curso de autoconhecimento.

“Um dos exercícios era escrever algo que estava procurando na vida. Ele descreveu uma pessoa e guardou esse papel na Bíblia.” Por meio da agência, conheceu uma moça e começou a namorar. “O relacionamento tinha alguns problemas e ele estava em dúvida se terminava ou não. Pediu para que Santo Antônio o ajudasse.”

Quando saiu de casa, esbarrou em um móvel e a Bíblia caiu, derrubando o papel, prossegue Toledo. “Ele leu as qualidades da pessoa que procurava escritas no papel e entendeu que pertenciam exatamente à pessoa com quem estava se relacionando”, conta a especialista.

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