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Leilão nelore movimenta cerca de R$ 800 mil

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de R$ 800 mil é a expectativa de faturamento do 3.º Leilão Nelore da Fazenda Valônia, realizado ontem no Recinto Mello Moraes, em Bauru. Foram ofertados 85 animais, sendo 30 fêmeas e 55 touros reprodutores de alta fertilidade e estrutura corporal.

Reunindo aproximadamente 500 pessoas, entre criadores, compradores e pecuaristas de Bauru, região e outros Estados, o evento se destaca como um dos mais importantes do mercado agropecuário, aponta João Aguiar Alvarez, proprietário da Fazenda Valônia. De acordo com ele - que promove o leilão tendo como co-participantes Dráusio Barreto e Laura Barreto, da Fazenda Araras, e João Cariello de Moraes Filho, da Fazenda Bom Retiro -, o leilão ofereceu o que há de melhor em relação à seleção da raça e genética. “A raça nelore padrão é originária da índia e o mocho começou a surgir no Brasil na década de 70. Nasceu um macho muito bom e sem chifre. Essa linhagem começou a se multiplicar e hoje há uma variedade muito bem recebida pelo mercado”, explica ele.

O nelore é a base do plantel nacional. Representa 80% do rebanho, com cerca de 200 milhões de animais no Brasil, destaca Barreto. “É raça que melhor se adaptou às características de clima, geografia e solo do nosso País”, diz. É justamente por isso que ele aposta no nelore. “Hoje como em qualquer setor econômico, a pecuária precisa de eficiência. E eficiência se dá por meio do aperfeiçoamento e melhoramento genético do rebanho. Com isso se aumenta o desfrute do rebanho e se tem animais mais pesados em tempo menor, permitindo o abate precoce.”

Fabíola Viana, zootecnista da fazenda Votomaz, em Avaré, concorda com Barreto. “O nelore mocho é uma raça que tem precocidade, muito ganho de peso e o touro tem mais facilidade de manejo e são mais dóceis. Além disso, a cada dia que passa nós descobrimos coisas noivas que podemos melhorar”, diz.

Humberto Bussadori, dono de um frigorífico de Nova Londrina e participante do evento compartilha da mesma opinião de Viana. “A raça já existe há muito tempo e o trabalho de aprimoramento genético vem valorizá-la ainda mais. O nelore melhora e o Brasil também melhora com isso”, aponta.

Cariello avalia o leilão como uma grande oportunidade para divulgar a raça e atrair criadores novos. “Bauru é uma praça importante e o leilão começou muito bem”, diz. Segundo ele, o primeiro lote, composto por um casal de novilhos, foi vendido por R$ 18 mil. “A expectativa é de que a média dos lotes gire em torno de R$ 14 mil”, aponta.

João Aguiar destaca que pretende realizar o leilão anualmente em Bauru. Para Barreto, devido a sua localização central, a cidade permite fácil deslocamento dos participantes. “Além de ser uma região central, a cidade ainda conta com um parque de exposições espetacular.”

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