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Abrigo e clínica para dependentes químicos

Erika Pelegrino
| Tempo de leitura: 2 min

Além da precariedade de condições de atuação do Conselho Tutelar, a falta de abrigo e de local para tratamento de dependentes químicos, específicos para adolescentes do sexo masculino, são outros problemas no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes segundo a presidente do Conselho Tutelar, Cássia Tosim Paley.

Embora o abrigamento seja o último recurso de encaminhamento de crianças e adolescentes, alguns casos - ausência total de família e vínculos familiares extremamente desgastados - exigem o abrigo. Atualmente em Bauru há pelo menos seis adolescentes nestas condições.

Dois deles, um de 17 anos e outro de 14 anos, moram sozinhos em uma casa de dois cômodos alugada pela comunidade; outro de 15 anos está no Albergue e outros três foram encaminhados para abrigos da região como Agudos e Reginópolis.

Paley afirma que a situação exige medidas urgentes. O jovem que está no Albergue, por exemplo, não tem nenhuma família e deveria estar em um local com acompanhamento pedagógico, entre outros.

A secretária do Bem-Estar Social, Egli Muniz, afirma que reconhece a urgência da situação e que algumas medidas já estão sendo tomadas. Entre elas o encaminhamento de adolescentes que necessitem de abrigo para outros parentes biológicos e mesmo vizinhos.

Em contrapartida, a prefeitura irá auxiliar financeiramente a família que se responsabilizar pelo adolescente, além de dar apoio psicossocial. A família biológica também será atendida para que a reinserção do adolescente em seu lar de origem seja feita. O abrigo masculino, no entanto, também está sendo viabilizado, de acordo com Muniz.

A grande dificuldade está, de acordo com a secretária, em encontrar uma entidade que o assuma. Além da diretoria, o abrigo necessita de um casal que more no local e atue como referência para os adolescentes. Conseguir este capital humano tem sido a principal dificuldade para a criação do novo abrigo. A meta inicial, de acordo com Muniz, era a inauguração em junho. A nova meta é que até o final do ano isto ocorra.

Esta é a mesma situação do local para tratamento de adolescentes dependentes químicos. A secretária do Bem-Estar Social afirma que está em estudo a criação de uma comunidade terapêutica para estes casos, que também seja assumida por entidades, com repasse de verba do governo.

Atualmente, segundo a presidente do Conselho Tutelar, os adolescentes que necessitam deste tratamento são encaminhados para Jaú. “Esta não é a solução ideal, pois lá o tratamento é psiquiátrico”, afirma.

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