Pedro Valentim é realmente uma figura atípica de nossa sociedade, especialmente por ter conseguido, na missiva de 30/05, fazer um paralelo entre notórias figuras da história mundial e o nosso néscio presidente, Lula da Silva, mostrando toda sua prodigalidade imaginativa ao afirmar a grandiosidade de Lula mesmo diante de sua incapacidade de ter adquirido um “diproma”. Inacreditavelmente, comparou-o a Bill Gates, Thomas Edson, Einstein e o brasileiríssimo Luiz Fernando Veríssimo, dentre outros ilustres que também não teriam completado os estudos universitários. Numa primeira consideração, vejamos: Bill Gates modificou o mundo, Thomaz Edson era uma inteligência inventiva, Einstein um gênio criativo e, Veríssimo, um literato de nascença. Enquanto isso, Lula não cria, não lê, não escreve, não inventa e não produz coisa alguma. Compará-los beira as raias da insanidade, a mesma insanidade que faz Lula se auto-declarar a reencarnação de Getúlio Vargas ou JK. Não se estranha o apoio incondicional que o missivista dá ao presidente Lula, já que um passado recente mostrou-o soltando fogos de artifício (literalmente, diga-se de passagem) ao pior e mais corrupto prefeito que passou por Bauru, Antônio Izzo Filho. Aliás, Izzo foi um “Lula a nível municipal”: comprou vereadores, exigiu propinas, usou de caixa-dois e surrupiou despudoradamente o erário. Para quem foi porta-voz incondicional de Izzo, nada mais justo que o seja de Lula também, embora tenha perdido a oportunidade de, entrementes, aprender a escolher o caminho correto.
Quando critico a ignorância de Lula, não critico a falta de oportunidades de quem não consegue o diploma, nem tão pouco de quem não o tem, mas repudio a falta de interesse em se descobrir a luz do saber, aquela mesma que forjou figuras históricas mundiais e deixou marcas na Humanidade, aquela que se volta para o bem comum verdadeiro, justo e honesto. Começa por aqui o grande pecado de Lula, já que teve tempo de sobra (pois que aposentado desde os 41 anos), só não estudou, nem um mísero cursinho de datilografia, porque não quis. Mesmo assim, Lula já deixou suas marcas históricas no mais audacioso, corrupto e deprimente governo federal da nossa República. Mesmo se ele tivesse tido acesso a um “diproma” pelo ProUni ou pela reserva de cotas, ainda assim seria um néscio. Einstein nasceu Einstein; Lula nasceu Lula. De qualquer modo, provavelmente entre a história de Lula e Izzo deve haver um interruptor que acenda a luz do saber. Se até as erráticas mariposas buscam a luz, não será tão complicado para alguns humanos descobri-la.
Ivan Garcia Goffi - OAB/SP 165.173