Policiais civis do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo-4 (Deinter-4) estão mais preparados para identificar adulterações em veículos e para manusear armas de grosso calibre, como submetralhadoras. O órgão retomou, na última semana, a oferta de cursos e treinamentos para atualização de seu pessoal e aperfeiçoamento de sua atuação junto à sociedade.
A intenção do Núcleo de Ensino Policial Civil do órgão é obter resultados práticos positivos com a realização mais freqüente de aulas e treinamentos. “Essa é a filosofia do delegado Roberto de Melo Anníbal (diretor do Deinter-4), de implantação e incrementação dos cursos para que os policiais se atualizem e desenvolvam um trabalho de investigação mais eficiente, para apresentar resultados práticos e tirarmos os marginais das ruas”, comenta o coordenador do Núcleo de Ensino, Antônio Pimenta, que assumiu o cargo há quatro semanas.
Anteontem, uma turma de 20 policiais pôde se aperfeiçoar na identificação de adulterações em veículos, enquanto outra equipe recebeu as primeiras aulas para manuseio de carabina calibre 40 e submetralhadora. De acordo com o coordenador, o curso especial de identificação veicular, realizado no Pátio Bauru, visa combater furtos e roubos de veículos, assim como procedimentos de desmanche e receptação de automotores.
Os policiais recebem instruções sobre a identificação de carros clonados, adulterados ou remontados em seu primeiro treinamento técnico-profissional, mas Pimenta ressalta que a oferta de novas orientações, incluindo técnicas diferentes, é válida para o dia-a-dia.
Além do curso, todas as delegacias de Bauru receberam novos kits para identificação veicular. “Se um carro é furtado hoje e é parado numa blitz à noite, os policiais identificam a placa verdadeira. O problema é quando o carro já passou pela adulteração, é clonado ou mudado para um documento quente”, diz, e continua: “Esse curso é mais profundo para que os policiais tenham condições de detectar esse carro através dos números do vidro, do motor, do chassi e das etiquetas, da placa e dos lacres”, explica.
Já no treinamento de carabina calibre 40 e submetralhadora, os 20 policiais civis teriam oportunidade de disparar até 11 mil tiros. “São armas de grosso calibre que estão sendo distribuídas para a Polícia Civil para que tenhamos armamento condizente com a situação que vivemos. Os policiais já passaram por treinamento para portar pistola semi-automática 40 ou 45”, aponta Pimenta.
A intenção do Núcleo de Ensino é que todos os policiais da área do Deinter-4 - seccionais de Bauru, Marília, Assis, Ourinhos, Tupã e Jaú - passem por todos os treinamentos para atualizar suas técnicas de investigação e atuação. Em setembro, o núcleo deve oferecer ainda um curso de sobrevivência policial. “O policial do Deinter-4 será constantemente treinado e aperfeiçoado para que estejamos preparados para combater a criminalidade de forma eficiente”, finaliza Pimenta.