Polícia

Polícia Civil reforça sua segurança

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Desde que o Estado recuperou a tranqüilidade após a megarrebelião da faccção cirminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ontem foi mais uma noite tensa para os policiais bauruenses. Boatos envolvendo possíveis ataques contra a polícia de Bauru levaram a Polícia Civil a reforçar a segurança de suas unidades e do plantão policial. A Polícia Militar afirmou que apenas iria manter os patrulhamentos de rotina.

O diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo-4 (Deinter-4), Roberto de Mello Annibal, esclarece que após tomar conhecimento dos possíveis ataques pediu o reforço das unidades da Polícia Civil. Já o major Wellington Luiz Dorian Venezian, coordenador operacional do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI) assegura que o policiamento será realizado normalmente.

“Não temos nenhum tipo de preocupação adicional. A princípio não existe motivo para nos resguardar. A polícia está atenta e qualquer coisa fora do comum, reagiremos”, observa o major. O comandante lembra que mesmo durante os períodos de maior tensão causados pelas ações do PCC no Estado, a região de Bauru, com exceção das penitenciárias, não foi vítima de grande violência.

O Estado de São Paulo enfrentou uma onda de violência que começou na noite de 12 de maio, uma sexta-feira, e resultou em dezenas de mortos durante ataques a órgãos de segurança pública, ônibus e bancos, além de rebeliões simultâneas nos presídios. Os ataques foram coordenados por membros da facção criminosa PCC e inicialmente motivados pela transferência de 765 detentos de presídios da Capital paulista para a cadeia de segurança máxima de Presidente Venceslau, no Interior do Estado.

Os principais alvos dos criminosos foram policiais civis e militares e agentes penitenciários. Cerca de 152 pessoas morreram, sendo elas 107 suspeitos, 23 policiais militares, sete policiais civis, três guardas municipais, oito agentes penitenciários e quatro cidadãos baleados. Ao todo foram 239 confrontos: 82 a ônibus, 56 a residências de policiais, 17 a bancos e caixas eletrônicos, um a garagem de ônibus, um em estação de metrô, um à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), e outras 135 agressões diversas.

Em Bauru, os presidiários do Centro de Detenção Provisória (CDP) se rebelaram e fizeram um agente penitenciário de refém. Além disso, o prédio onde funciona a Vara de Execuções Criminais de Bauru, localizado na quadra 6 da avenida Cruzeiro do Sul, foi alvo de 13 tiros na madrugada do dia 15 de maio.

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