Königstein - O técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, mostrou ontem conhecer pouco a tabela da Copa do Mundo-2006, que começa nesta sexta. E que tem o time dirigido por ele como favorito ao título.
O treinador disse não acreditar numa final entre brasileiros e argentinos porque aposta numa trajetória vitoriosa das duas seleções no torneio. Mas é justamente isso que colocará os rivais frente a frente numa inédita final na história do campeonato mundial de futebol.
“A final dos sonhos, pelos cruzamentos, será adiada por mais uma temporada. Argentina e Brasil, se seguirem caminhos vitoriosos, se cruzam antes da final”, afirmou o treinador, demonstrando convicção.
O desenho da tabela, porém, aponta o oposto. Se Brasil e Argentina terminarem nas mesmas posições em seus grupos - ambos em primeiro ou em segundo -, os dois tradicionais rivais só se encontram na final.
Pela tabela oficial do torneio, a única possibilidade de um confronto entre brasileiros e argentinos ocorrer antes da final é os dois países não terminem em posições idênticas na primeira fase do Mundial.
Por exemplo, se o Brasil ficar em primeiro lugar no Grupo F e a Argentina em segundo no C, os dois países poderiam se enfrentar nas semifinais do Mundial alemão. O mesmo aconteceria se o Brasil terminar em segundo, e a Argentina, na liderança de sua chave na fase inicial da competição.
No caso de as duas seleções sul-americanas ficarem em primeiro lugar em seus grupos na primeira fase do Mundial, os únicos “campeões” de chave que poderiam cruzar no caminho brasileiro seriam os primeiros do Grupo H (quartas-de-final) e do D ou do B (semifinais).
Neste caso, os rivais mais perigosos que o Brasil poderia enfrentar antes da final, no dia 9 de julho, em Berlim, seriam Espanha, Portugal e Inglaterra. Já os argentinos poderiam pegar os primeiros do A (quartas) e do G ou E (semifinais), grupos que têm como destaque as seleções Alemanha, França e Itália, respectivamente.