Nacional

Deputado divulga lista de advogados suspeitos de trabalhar para o PCC

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) apresentou hoje uma lista com os nomes de 34 advogados que visitaram integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC) em prisões, com freqüência, desde janeiro. Os profissionais são suspeitos de atuar como pombo-correio para o crime organizado.

Segundo o deputado, a lista foi elaborada pela Polícia Civil a pedido dele mesmo, para investigar a movimentação da advogada Maria Cristina de Souza Rachado, que defende o líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Jungmann divulgou a lista durante uma reunião de integrantes da CPI do Tráfico de Armas com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O presidente nacional da OAB, Roberto Busato, informou por meio de sua assessoria de imprensa que os nomes foram encaminhados à secção de São Paulo, que apurará as suspeitas. Busato considerou as denúncias “muito graves”.

Lista

Na lista estão os números de inscrição dos advogados na OAB, a data, o horário, os nomes dos presos do PCC que receberam os profissionais e as prisões em que eles estão. O maior número de visitas é de uma mulher inscrita na OAB-SP, subsecção Jabaquara (zona sul de São Paulo). Ela esteve em prisões visitando presos ligados ao PCC 106 vezes, desde janeiro.

O segundo em número de visitas é um homem registrado na OAB-SP, subsecção Guarulhos (Grande São Paulo). Ele realizou, ao todo, 89 visitas. Por telefone, a reportagem tentou entrar em contato com os profissionais, mas não conseguiu localizar seus escritórios.

Entre os presos que receberam os advogados estão o próprio Marcola; Robson Lima Ferreira, o Marcolinha; Julio Cesar Guedes Morais, o Julinho Carambola; Alexandre Pires Ferreira, o ET; Orlando Motta Júnior, o Macarrão; e Rogério Geremias de Simone, o Gegê do Mangue. Outro ponto discutido na reunião entre a CPI e a OAB foi a obrigatoriedade da revista de advogados em unidades prisionais. Busato se opôs mais uma vez à sugestão de submetê-los a revistas físicas, mas defendeu a eletrônica, realizada por meio de detectores de metal.

Comentários

Comentários