Uma pesquisa nacional feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que, em maio, os assalariados precisaram trabalhar 98 horas e 49 minutos para conseguir comprar os itens da cesta básica. Foi a primeira vez desde 1982 que os trabalhadores gastaram menos da metade do salário mínimo - que é de R$ 350,00 - para essa finalidade, considerando a média do País.
De acordo com a pesquisa, no mês passado os trabalhadores gastaram, em média, 48,64% do salário para adquirir a cesta. Das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese, este resultado foi obtido em oito delas. Nas restantes o percentual variou de 50,54% - caso de Vitória (ES) - a 55,38%, índice registrado em São Paulo (SP).
Bauru acompanhou a média nacional no mês de maio, quando o preço mínimo da cesta básica apurado pelo Data-ITE foi de R$ 180,73. O valor corresponde a 51,42% do salário mínimo.
Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade no último dia 2, o preço da cesta básica verificado em Bauru no mês passado superou em 2,9% o valor registrado em abril, que foi de R$ 175,55.
Na avaliação do economista Adriano Fabri, é normal que o percentual registrado em Bauru tenha ficado abaixo do verificado na Capital paulista. “O custo de vida costuma ser menor nas cidades do Interior. A pesquisa do Dieese nos remete a uma realidade que está sempre sendo comentada, que é o fato do salário mínimo ser muito baixo para uma família custear todas as suas necessidades, incluindo habitação, transporte, lazer etc.”