Cultura

Idéia é ‘repugnante’, diz o Conselho de Pastores

Marcelo Ferrazoli
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O líder do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru, Levi Momesso, critica a possibilidade do prostíbulo mais famoso do Brasil vir a ser tombado como patrimônio histórico-cultural bauruense. “Fazer isso em um local que serviu como bordel é repugnante. É algo negativo e lutaremos contra”, protesta o pastor.

Para Momesso, a iniciativa só teria validade se o lugar tivesse representado fatos marcantes à cidade ou fosse um marco de heroísmo ou de solidariedade humana. “O que o prostíbulo traz de recordação para Bauru além de influências negativas? Sou favorável a que o local seja utilizado para outros fins, mas torná-lo um patrimônio histórico-cultural não tem lógica”, considera o pastor.

A reportagem do JC entrou em contato ontem com a Cúria Diocesana de Bauru para ouvir a opinião do bispo Dom Luiz Antônio Guedes sobre o assunto, mas o mesmo estava viajando. Já o vigário-geral da Diocese de Bauru, Luis Antônio Carqueijo Sé, argumentou que a Igreja não possui opinião formada a respeito do assunto e que a instituição não é contra nem a favor.

“Mas considero que a reflexão que deve ser feita para definir algo como um patrimônio histórico, não apenas nesse caso específico mas também em todos os outros do gênero, é analisar se um determinado lugar realmente contribuiu para a história da cidade”, pondera Sé.

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