Lençóis Paulista - Marcos Roberto dos Santos, 32 anos, foi morto com um tiro ontem em confronto com uma equipe da Força Tática de Bauru em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). Santos foi socorrido no Pronto-Socorro Municipal, mas morreu durante a intervenção cirúrgica.
O homem foi avistado pela Força Tática de Bauru nas proximidades rua Pedro Antônio Ramirez, por volta das 16h20. Segundo o comandante da 5.ª Companhia da PM de Lençóis Paulista, tentente Alan Terra, Santos não atendeu à ordem de parada dos policiais militares, iniciando fuga.
Os PMs iniciaram a perseguição a Santos que invadiu a residência de número 21 da rua Pedro Antônio Ramirez. De acordo com Terra, os policiais entraram na casa percebendo que dois moradores estavam em um cômodo ao lado do banheiro em que o suspeito se escondeu.
“A aparência assustada dos moradores indicava que Santos estaria no banheira”, detalha o tenente. Segundo Terra, foi iniciada uma negociação para a rendição do suspeito. O tenente explica que, na hora que a porta do banheiro se abriu, Santos estaria posicionado com a arma em punho e teria feito dois disparos contra os PMs, que “picotaram” - os projéteis não teriam deflagrado. No revide policial, Santos foi atingido por um tiro na região do abdôme.
Conforme o tenente Terra, Santos estava armado com um revólver calibre 32, que estaria municiado com seis projéteis. O delegado de polícia Luiz Cláudio Massa ouviu os depoimentos dos moradores do imóvel e dos PMs ontem. Massa também esteve no local da ocorrência.
O nome do policial militar que efetuou o disparo está sendo mantido em sigilo. “Ele disparou em atitude de defesa. Mantemos em sigilo para a garantia dele e dos familiares, porque, atualmente, estamos recebendo ameaças (PCC)”, acrescenta.
Terra comenta que a equipe da Força Tática de Bauru foi deslocada para Lençóis exatamente como apoio a operações de policiamento, que também ocorreram em outros municípios. Ontem, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) prestou depoimento na CPI do Tráfico de Armas. Terra confirmou que ocorreram algumas manifestações pacíficas de detentos, como recusa de banho de sol e ausência em depoimentos na Capital, o que justificaria que as polícias Militar e Civil estivessem de prontidão.