Konigstein - Próximo de igualar o recorde do sérvio Bora Milutinovic, que trabalhou como técnico em cinco Copas do Mundo, o treinador da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, disse ontem que ainda não se cansou desta rotina.
“É importante dirigir uma equipe na quinta Copa do Mundo (como treinador) e participar do sétimo Mundial. Não estou cansado não”, declarou Parreira, que comandou anteriormente o Kuait, em 1982, Emirados Árabes Unidos (1990), Brasil(1994) e Arábia Saudita (1998). Além disso, o técnico participou dos Mundiais de 1970 e 1974, quando trabalhou ao lado do então treinador da Seleção, Zagallo, na comissão técnica.
Aos 63 anos, Parreira pode alcançar mais duas marcas históricas na principal competição de futebol do planeta. Caso vença a Copa do Mundo da Alemanha ele será o primeiro treinador brasileiro a conquistar o bicampeonato mundial e igualará o feito do italiano Vittorio Pozzo, campeão nos Mundiais 1934 e 1938.
Se não perder nas cinco partidas iniciais, ele passará a ser, com 12 confrontos, o treinador com a maior série invicta com a Seleção Brasileira na competição. Essa marca hoje é de seu coordenador-técnico, Zagallo, que não perdeu durante 11 partidas entre as Copas de 1970, no México, e 1974, na Alemanha.
Confiante
Carlos Alberto Parreira está confiante num resultado positivo na estréia, contra a Croácia, terça-feira, em Berlim. O técnico da Seleção Brasileira fez um rápido comentário sobre nosso primeiro adversário na Copa, depois de assistir ao amistoso de anteontem, quando os croatas perderam para os espanhóis por 2 a 1.
Parreira disse que a análise fica prejudicada por ser um amistoso preparatório, em que as duas equipes não se empenharam ao máximo, não “aceleraram” o jogo. “A análise também fica prejudicada pela quantidade de substituições feitas no segundo tempo. Eles trocaram o time titular quase todo, o que não possibilitou fazer muitas observações”.