Paris - A belga Kim Clijsters planejava festejar seu 23º aniversário ontem com a classificação para a final do Aberto de Tênis da França e o retorno ao topo do ranking mundial, mas sua compatriota Justine Henin-Hardenne arruinou seus planos.
Atual campeã, Henin-Hardenne só cedeu cinco games à adversária (6/3 e 6/2) e garantiu sua terceira final em Paris nos últimos quatro anos. “Joguei um tênis sólido e consistente. Saquei muito bem e acho que isso foi a chave da vitória”, disse Henin-Hardenne, que empatou o confronto direto com a rival em 10 a 10.
Clijsters nasceu em Flandres, região rival de Valônia, berço de Henin-Hardenne, a quem não poupou elogios. “Ela é, de longe, a melhor jogadora no saibro”, disse.
“Não que ela bata na bola com mais força do que nós, mas ela se movimenta muito bem”. Campeã também em 2003, Henin-Hardenne tem a chance de conquistar o título sem perder nenhum set - a última vez que isso aconteceu foi em 1994, com Arantxa Sanchez-Vicario.
Sua rival na final de amanhã é a russa Svetlana Kuznetsova, de 20 anos, que, contra a adolescente-sensação em Paris, a checa Nicole Vaidisova, 17, obteve uma virada triunfal. Vaidisova, com o saque, esteve a dois pontos de sua primeira final de Grand Slam. Campeã do Aberto dos EUA em 2004, Kuznetsova reagiu e fez 5/7, 7/6 (5) e 6/2. Vaidisova deixou a quadra chorando.
“Tenho um pouco mais de experiência do que ela e no final estava melhor fisicamente.” Sobre seu retrospecto contra Henin-Hardenne (apenas uma vitória em 11 confrontos), a russa disse que vai jogar sem pressão. “Não tenho nada a perder”.