Os “guardadores” de carro não são bem vistos pelos motoristas, que na maioria das vezes não solicitam o serviço. Com receio de ter o veículo danificado caso não concordem em pagar, acabam cedendo à pressão dos trabalhadores.
Muita gente, inclusive, não condena a atividade, mas é favorável que as pessoas que oferecem o serviço sejam organizadas.
“Eles deveriam usar uniforme, ser cadastrados em alguma entidade. Dessa forma, o motorista saberia nas mãos de quem está deixando o seu carro e teria mais tranqüilidade ao deixar o veículo estacionado. Da maneira que é, acredito que ninguém se sinta à vontade em parar para almoçar, por exemplo, sabendo que seu automóvel pode estar sendo violado”, ressalta Mário Vicente, 26 anos, técnico em eletrônica, que foi entrevistado quando pagava com R$ 0,25 ao “guardador” Claudinei Cunha, em frente ao restaurante onde havia almoçado.
Deivid Santiago Crepaldi, 24 anos, também técnico em eletrônica, concorda com Vicente. A organização da categoria, segundo ele, daria mais credibilidade aos trabalhadores e segurança aos motoristas.
“A maioria faz ameaças se você disser que não vai pagar quando voltar. É provável até que risquem o carro se forem contrariados. Então, acredito que essas pessoas devam ser cadastradas, porque se acontecer alguma coisa com o carro, sabemos onde podemos reclamar”, opina Crepaldi.