Economia & Negócios

Educação impulsiona Bauru no ranking das melhores cidades para trabalhar

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os cursos de graduação, mestrado e doutorado ajudaram Bauru a subir dez posições no ranking das cidades mais capazes de impulsionar uma carreira profissional no País. Pesquisa realizada neste ano pela Fundação Getulio Vargas (FVG) coloca o município na 54º colocação. Quando a as Capitais são excluídas do levantamento, salta para o 32º lugar.

“Nós consideramos a capacidade para o desenvolvimento de carreiras. A educação é o quesito mais importante, tem peso quatro”, explica a assistente de pesquisa Danielle Matos. Ela auxiliou o professor Moisés Balassiano no estudo que tomou por base as cidades com mais de 170 mil habitantes.

Se somente o item educação tivesse sido avaliado, Bauru estaria no 9.º lugar no ranking que exclui as Capitais. Contando com elas, passaria para a 28.ª colocação. No entanto, a pesquisa também leva em conta questões como saúde e vigor econômico. Bauru obteve o pior desempenho na avaliação de dinamismo da economia local.

Especificamente neste caso, o município está na 88.ª posição na classificação geral. Sem as Capitais, passa para 69.ª “Em 2005 houve uma queda bem acentuada (na classificação da cidade). Neste ano, Bauru recuperou dez posições. Houve uma mudança nas dimensões do ano passado, quando trabalhamos com educação, saúde, Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios”, explica Matos.

A partir deste ano, o FPM foi substituído pelo Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS) per capita. Ele e o PIB foram avaliados numa única dimensão, apontada como vigor econômico. A metodologia ainda coloca Bauru na 28.ª posição na região Sudeste, duas à frente de Presidente Prudente. Porém, atrás de municípios como Araraquara (23.ª colocação) e São Carlos (19.ª colocação).

Neste ranking, a primeira cidade do Interior a despontar é Campinas, na quarta posição. A primeira entre todas é São Paulo, município descartado pela dentista Aline Tanaka. “Fui chamada para trabalhar numa clínica de lá, mas não fui por causa da qualidade de vida. É muita correria, violência. Aqui tenho muitos contatos e a possibilidade de fazer cursos e estar atualizada”, diz. As razões fizeram com que ela trocasse Iacanga por Bauru.

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