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Apesar da obrigatoriedade, pontos-de-venda recebem poucas baterias e pilhas

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar da legislação determinar que baterias de celulares e pilhas velhas devem ser entregues nos pontos-de-venda do produto sem custo para o consumidor, nem sempre é isso que ocorre.

Em um revendedor autorizado de telefones móveis de Bauru, um dos funcionários conta que o movimento de descarte de bateria é muito pequeno. “Faz três anos que a lixeira específica está em um lugar bem visível na loja e, mesmo assim, ela quase não é utilizada”, revela.

Em outro estabelecimento do gênero em Bauru, o proprietário Carlos Eduardo Fernandes, conta que a situação é a mesma. Ele afirma que poucas pessoas procuram a loja para descartar baterias.

“Estou há quase 12 anos no ramo e, em todo esse tempo, nenhum fabricante de celular passou sequer próximo da porta da loja para recolher não só as baterias descartadas, mas os aparelhos também. E a população igualmente não colabora, pois o descarte chega só a 10% do montante de telefones móveis comercializados. Prova disso é que tenho só três caixas cheias desse tipo de lixo, algo que era para ter muito mais”, protesta Fernandes.

Em um supermercado bauruense consultado pela reportagem, a situação é a mesma. “Temos local apropriado para receber as pilhas, mas a procura por ele é mínima”, frisa um dos coordenadores de setor do estabelecimento.

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