Konigstein - O treinamento coletivo de ontem da Seleção Brasileira deixou no ar três questões que preocupam o técnico Carlos Alberto Parreira. A primeira: a situação física de Ronaldo, que recebeu a visita de sua mãe e de seu pai. A segunda, a boa fase do reserva Juninho e, a terceira, também a exposição do sistema defensivo com o quarteto da equipe.
Ontem, em pouco mais de 45 minutos de coletivo, os reservas, atuando em um 3-4-1-2, o mesmo esquema da Croácia, bateram facilmente os titulares por 3 a 0. Dois gols foram marcados por Juninho, o outro foi de Fred. Os 11 principais brasileiros, que ontem haviam superado os suplentes pelo mesmo placar, não se empenharam. Parreira, que falou pouco, não fez paralisações durante a atividade. Foi a primeira derrota dos titulares em um coletivo desde que iniciaram a preparação para a Copa.
O atacante Ronaldo pouco participou do treino. E, quando a bola chegou nele, não aconteceu nada. O mesmo pode ser dito de Kaká, Ronaldinho e Adriano. É verdade que foi um treino, mas surpreendeu a facilidade com que os reservas atacaram. No primeiro gol, de Juninho, ele aproveitou falha de Roberto Carlos, driblou dois defensores e marcou de dentro da área.
No segundo, após cruzamento da esquerda para a direita, o meia acertou belo chute da entrada da área. O último gol, em nova jogada de cruzamento, foi feito por Fred. Juninho, atuando como meia-direita, foi o destaque. O jogador, que foi pedido na equipe titular pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o favorito para entrar no time caso Parreira queira mudar. Ele pode atuar como segundo volante, na vaga de Zé Roberto, ou ocupar o lugar de um dos atacantes caso o treinador decida alterar o esquema.
“Eu tenho treinado bastante e acho que tenho correspondido. Eu me garanto em qualquer posição do meio-campo”, disse o jogador ontem. Ele citou, como dificuldade para ganhar posição no time, a diferença no modo de se escalar jogadores no Brasil e na Europa. “No Brasil infelizmente tem muito isso, o time base. Na Europa, quando um jogador está mal, não importa quem seja, ele fica fora. No Brasil o jogador é um pouco mais protegido e, às vezes, estando mal, ele joga uma temporada inteira”, falou.