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Croácia tem patrocínio de 20 empresas

Folhapress
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Bad Brückenau - A sala de entrevistas da Seleção Croata em Bad Brückenau parece um mercadinho. Nas cadeiras, sacos de batatas fritas Cipi Cips e pacotes de biscoitos Napolitanke de limão e laranja aguardam os jornalistas.A Croácia tem 20 parceiros, quase todos nacionais, que vendem de roupas de noite a passagens de ônibus, de sementes a seguros. As exceções são as estrangeiras Nike, Ford e a empresa de correio aéreo expresso DHL.

A cervejaria Ozujsko pode estar em um ou outro grupo, pois a marca é croata, mas foi adquirida pela gigante InBev, formada pela fusão da brasileira AmBev com a belga Interbrew. A Ina expandiu sua atuação em outros países do leste europeu. Ao lado da fornecedora de material esportivo americana, a multinacional de bebidas é a única interseção nessa área entre Brasil e Croácia, que se enfrentam na terça-feira, em Berlim, na estréia de ambos pelo Grupo F do Mundial.

O contraste entre as duas realidades é imenso, em todos os sentidos. Em primeiro lugar porque a Confederação Brasileira de Futebol possui apenas quatro patrocinadores: Nike, AmBev (ou InBev) e Vivo, responsáveis pelo grosso das receitas, e Varig, que entra com o transporte aéreo. Com exceção da Varig, as demais são multinacionais ou empresas controladas pelo capital estrangeiro.

Nike, Ambev e Vivo repassaram no ano passado à CBF cerca de R$ 62,9 milhões, quase cinco vezes mais do que recebem os croatas de seu batalhão de parceiros. Questionada sobre os valores dos contratos, a federação da Croácia disse o tema é confidencial. Estimativas feitas por jornalistas do país apontam que o total equivale à cerca de R$ 15 milhões anuais.

A petrolífera Ina (aproximadamente R$ 14 milhões distribuídos em três anos), com maior parte do capital estatal, e a cerveja Ozujsko e o banco Privredna (cerca de R$ 1,5 milhões por ano cada uma) são as que pagam mais.

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