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Cremesp divulgará relatório sobre as mortes durante ataques amanhã

Folhapress
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São Paulo - O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) deve entregar amanhã ao Ministério Público Estadual (MPE), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Defensoria Pública um relatório sobre as mortes causadas por armas de fogo durante a onda de ataques atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, entre os dias 12 e 19 de maio.

Em estimativa preliminar, foram contabilizadas 400 mortes em todo Estado no período. O documento reúne os nomes e laudos necroscópicos de todos as pessoas mortas por arma de fogo no Estado, não apenas as vítimas dos ataques e os mortos pela polícia nos dias posteriores.

Os documentos foram reunidos junto a 23 Instituto Médico Legal (IMLs) do Estado. O relatório ainda é considerado apenas uma análise quantitativa das mortes.

Em 11 de junho, a câmara de medicina legal do Cremesp, composta por 11 médicos, deve se reunir para analisar qualitativamente os laudos necroscópicos. Segundo os dados oficiais, 122 pessoas foram mortas na reação da polícia depois dos ataques.

Comissão

Anteontem, integrantes da Comissão Especial Independente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condep) se reuniram com o perito criminal Ricardo Molina, com o jurista Dalmo de Abreu Dallari, e com representantes do Cremesp. O objetivo do encontro foi trocar informações sobre a apuração das mortes ocorridas durante o ataque.

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