Tribuna do Leitor

Reflexão


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Ao assistirmos o desenrolar da sessão da Câmara Municipal de Bauru, em 5 de junho de 2006, pela TV Preve, tivemos oportunidade de ver e ouvir os vereadores apreciando o projeto que trata da autorização ao Executivo a assinar proposta de acordo com o Ministério Público, comprometendo a administração municipal, em realizar a obra para o tratamento do esgoto em oito anos e almejando, desta forma, a isenção das multas diárias que o município vem recebendo.

Alguns vereadores referiram-se à administração anterior, dizendo que não havia cumprido com o compromisso anteriormente acordado.

O vereador Rodrigo Agostinho ponderou de forma coerente, justa e aplausível, dizendo que a administração anterior demonstrou boa vontade, mas que assumiu com um elevado grau de dificuldade, tendo em vista várias dívidas, mas mesmo assim construiu vários emissários de esgoto e ainda deixou comprado aproximadamente dez mil metros de tubulação para o esgoto.

Acrescentamos ainda ao comentário do vereador que apesar do recurso escasso, o prefeito Nilson Costa realizou várias obras importantes, tais como: a construção de nove escolas, a interligação da avenida Jânio Quadros com a avenida Nações Unidas, a conclusão de um trecho da Nuno de Assis, obra na avenida Getúlio Vargas, pavimentação da avenida Plínio Ferraz (onde foi realizado um trabalho responsável com a construção de galerias), a rotatória do Beija-Flor e ainda o recapeamento de outras várias ruas.

Pergunta-se: caso o ex-prefeito Nilson Costa houvesse enviado à Câmara, projetos elevando o índice do IPTU a 120%, e ainda para implantar o fundo de captação de recurso para o tratamento do esgoto, teriam os vereadores aprovado? Levando-se em consideração o elevado grau de rejeição de alguns vereadores da gestão passada para com o ex-prefeito Nilson Costa, acreditamos que não.

Perguntamos, ainda: será que estas questões não contribuíram para que ocorresse o atraso para o tratamento do esgoto?

José de Almeida Neto - RG 3.293.252

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