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Após um ano, Hamas rompe trégua e Israel reforça o alerta geral

Folhapress
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Gaza - A Polícia de Israel deve aumentar o grau do estado de alerta em todo o país na noite de ontem, após os ataques feitos pelo exército israelense em Gaza que deixaram dez mortos.O chefe da Polícia israelense, Moshe Karadi, indicou que, hoje, todo o país será regido por um grau de alerta mais alto, depois da troca de informações entre as forças de ordem e os serviços de inteligência sobre advertências de mais de 90 possíveis ataques palestinos.

Os principais centros urbanos, de ensino e de lazer serão controlados por diferentes órgãos de segurança para prevenir atentados. A segurança será reforçada em torno de Jerusalém e nas imediações do território da Cisjordânia, especialmente em lugares onde há grandes concentrações de pessoas.

Vários grupos palestinos ameaçaram novos ataques, entre eles o Hamas, que compõe o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP),e que anunciou o fim da trégua para vingar as mortes de anteontem.

O braço armado do Hamas assumiu ontem a autoria do lançamento de pelo menos 15 mísseis Qassam contra o território israelense, o que marca o fim da trégua com Israel firmada em março de 2005. Segundo um porta-voz do Hamas, os disparos deste fim de semana este seriam apenas o começo.

Não foram registrados feridos entre os israelenses, mas cinco palestinos ficaram feridos no campo de refugiados de Jabalya (Norte de Gaza) na explosão de um foguete artesanal que tinha sido disparado por milicianos contra Israel.

O foguete atingiu uma casa do campo, acrescentaram as fontes, que disseram que outra pessoa ficou ferida ontem pela manhã no Sul da Faixa quando preparava uma bomba.

Além disso, também foram lançados de Gaza um míssil antitanque e 10 bombas, das quais seis não explodiram e foram detonadas por oficiais do Exército israelense.

Ataque na praia

No ataque feito por forças israelenses no Norte da Faixa de Gaza morreram dez palestinos, sete deles civis, que estavam em uma praia. Trata-se do maior saldo de mortos nos territórios desde o final de 2004, informaram autoridades palestinas. Entre as sete pessoas, cinco eram da mesma família e três crianças que estavam na areia.

O chefe de negociações palestino, Saeb Erekat, classificou ontem que o bombardeio israelense de anteontem contra uma praia de Gaza não foi um ato de autodefesa. “Uma prática da ocupação e da tirania de sua autoridade, que comete crimes contra o povo palestino”.

Em entrevista concedida à rádio “Voz da Palestina”, Erekat declarou que o presidente Mahmoud Abbas pediu a vários líderes árabes e europeus que interviessem para cessar urgentemente a violência israelense.

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