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A melhor solução para o lixo


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O Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional - Coder - uma iniciativa de vários segmentos da sociedade civil organizada de nossa região, desde a sua criação, em junho de 2005, defende mudanças de atitude nos setores público, privado e no meio acadêmico, para que se encontrem soluções conjuntas para os antigos e novos problemas relacionados a destinação de resíduos sólidos. O Coder não está sozinho na defesa da filosofia dos 3 Rs: reduzir, reutilizar e reciclar. Organizações não-governamentais, sindicatos e associações também defendem a mesma bandeira.

Se faz oportuno relembrar as propostas apresentadas pelo Coder para a questão do lixo, em parceria com a Unesp Bauru: implantação de programas de educação ambiental, com apoio técnico para a formação de cooperativas de catadores, coleta seletiva, usina de lixo centralizada e a instalação de indústrias que processem os reciclados. No mundo atual, a coleta e tratamento dos resíduos é visto como fator econômico, gerador de renda para os municípios que se “atrevem” a meter a mão na massa e promover a transformação da matéria - que ontem se caracterizava como um problema sem solução - em “ouro”.

Na visão da iniciativa privada, acostumada a tomar decisões rápidas e a buscar soluções eficientes e definitivas - amparadas em parcerias técnicas com instituições de pesquisa - a questão da coleta e destinação do lixo deixa de ser um problema para se tornar uma oportunidade de melhoria da qualidade de vida. Então, por que o problema se arrasta há tanto tempo e, pelo que estamos acompanhando na imprensa, está longe de chegar a uma solução satisfatória?

Cabe destacar a expressiva participação do Jornal da Cidade na cobertura dos fatos sobre a terceirização da coleta de lixo em nossa cidade. Com profissionalismo e espírito investigativo trouxe à tona informações de extrema importância para nós cidadãos/contribuintes.

Nesta questão, o Ciesp participou lado a lado com o Coder, e se fez representar na Comissão do Processo de Licitação desde o início dos debates. A entidade, em conjunto com a Apejesp e Corecon, analisou e desaprovou o edital de licitação proposto pela Emdurb, solicitando a correção e revisão de mais de 20 pontos do texto. Nosso intuito foi o de lançar algumas luzes sobre a situação, mas o prosseguimento de nossas ações esbarrou na burocracia pública, sendo paralisado.

Permanecemos como observadores críticos dos acontecimentos, reforçando nossa posição democrática de estarmos prontos a colaborar na busca e implantação das soluções necessárias para que Bauru retome o seu merecido lugar de destaque.

O autor, Jair Manfrinato, é membro da diretoria executiva do Coder e vice-diretor da Faculdade de Engenharia - Unesp Bauru

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