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Bauruenses trocam lâmpada por flor

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

Ontem foi dia do bauruense se desfazer – corretamente – das lâmpadas queimadas que ficam estocadas no quartinho dos fundos de casa ou que, sem precaução nenhuma, vão parar diretamente no saquinho de lixo. Em estande na Praça Portugal, nos Altos da Cidade, a lâmpada era trocada por flor.

Muita gente compareceu para contribuir com a ação, denominada “Descarte Ecológico”. A iniciativa foi promovida pela diretoria de Limpeza Pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e a empresa Witzler Tecnologia Aplicada ao Meio Ambiente. As primeiras pessoas que compareceram com a lâmpada para descarte ganharam uma muda de flor ornamental doada pela Aiello Urbanismo.

De acordo com Ivy Wiens, diretora do departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, é muito baixo o número de pessoas que faz o descarte adequado e recomendado do material em Bauru. O correto é que cada morador separe as lâmpadas e as entregue na Emdurb, pagando R$ 0,60 pelo descarte ecológico de cada unidade. Entretanto, na maioria das vezes, esse procedimento não ocorre, especialmente pela falta de consciência da população. Para muita gente, é mais cômodo depositar o produto junto com outros tipos de lixo, inclusive o orgânico.

“Segundo estimativas nossas, a Emdurb recebe por mês apenas 500 lâmpadas da população. Infelizmente, apesar de todas as campanhas, ainda é a menor parte da população que dá a destinação correta desses materiais”, ressalta Wiens.

Conforme especialistas, a lâmpada fluorescente é constituída por uma grande quantidade de produtos químicos. Por conta disso, oferece grande risco de contaminação do solo e da água quando é descartada junto com o lixo comum.

José Orlando Witzler, dono da Witzler Tecnologia, alerta, principalmente, sobre o mercúrio, que é um dos elementos básicos de constituição do produto. “Hoje, ainda, não é possível reaproveitá-lo (o mercúrio). Mas mesmo assim, as pessoas precisam dar uma destinação correta às lâmpadas, especialmente para minimizarmos as possíveis contaminações que ela oferece”, completa.

Witzler expôs na Praça Portugal , uma máquina de trituração de lâmpada, a qual tem a capacidade de fazer a separação de seus componentes, como o vidro, o gás e o metal.

Exemplo a ser seguido

A aposentada Tereza Tie Nishida, 57 anos, faz parte da parcela da população bauruense que já adquiriu o hábito de dar a destinação adequada às lâmpadas e a outros materiais que podem oferecer riscos sérios de contaminação, como pilhas e baterias, por exemplo.

Segundo contou, sempre que junta uma boa quantidade do material em sua casa, tem o costume de entregá-lo nos postos de coleta recomendados da cidade. “Hoje, essa prática é mais que necessária. Já pensou se a água que usamos no dia-a-dia fica contaminada? Precisamos preservá-la e, para isso, basta apenas cuidarmos bem do meio onde vivemos. Uma das medidas é descartar corretamente essas lâmpadas”, observa a aposentada.

Ontem, ela entregou na Praça Portugal três lâmpadas e um saco plástico com 30 pilhas. Levou para casa duas mudas de flores.

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