Dili - Um dos legisladores do Timor Leste, Manuel Tilman, propôs ontem que o Parlamento seja dissolvido e que o presidente da Casa nomeie um governo de transição para comandar o país até as eleições, marcadas para o ano que vem.
Segundo Tilman, que ajudou na elaboração da Constituição local, a proposta visa ajudar na crise política e de segurança que abala o país. Ela foi feita logo depois que policiais dispararam para o ar e ameaçaram usar granadas para cessar um conflito entre centenas de timorenses. O incidente, ocorrido em Maubesse, mostrou que a onda de violência, agravada em março, após 600 soldados serem dispensados, não está restrita à capital Dili. Ao menos 30 pessoas foram mortas e mais de 100 mil abandonaram suas casas e foram para abrigos da capital.
O ministro do Exterior, José Ramos Horta, solicitou formalmente que a ONU investigue os piores incidentes, afirmando que uma investigação doméstica não teria credibilidade.
Segundo a versão eletrônica do jornal português “Diário de Notícias”, a Austrália entregou à ONU um documento confidencial que servirá como guia para a elaboração da próxima missão no Timor Leste.
Intitulado “East Timor - A Future UN Mission”, o relatório afirma que o Estado timorense falhou e que as autoridades de Dili não têm condições de recuperar o controle de país. Cabe à ONU ajudar a reestruturação do Timor para que possam ser convocadas eleições em maio de 2007.