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Itália derrota Gana em boa estréia

Folhapress
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Hannover - Se antes da bola rolar, os italianos procuravam semelhanças entre a Copa deste ano e o Mundial de 1982 - quando conquistaram o tricampeonato -, depois da estréia no torneio, as coincidências, ao menos dentro de campo, caíram por terra.

Ontem, em Hannover, a seleção de Marcello Lippi derrotou Gana por 2 a 0. Há 24 anos, o resultado do primeiro jogo na competição fora um empate sem gols diante da Polônia. A vitória, com gols de Andrea Pirlo, aos 40 minutos do primeiro tempo, e Vincenzo Ianquinta, aos 38 minutos da etapa final, é a 40ª do país em Copas do Mundo.

Os italianos só perdem neste quesito para o Brasil (60) e a Alemanha (50). Com o resultado, os tricampeões mundiais chegam à 19ª partida de invencibilidade - 11 vitórias e 8 empates -, em uma seqüência que começou há quase dois anos. A última vez que a Itália saiu de campo derrotada foi em 9 de outubro de 2004, quando perdeu por 1 a 0 para a Eslovênia, em jogo válido pelas Eliminatórias.

A partida começou muito disputada, mas as duas seleções não conseguiam criar chances de gol. As melhores oportunidades da Itália eram em bolas cruzadas na área, em busca do atacante Luca Toni, de 1,94m de altura.

A Itália insistia nas jogadas pelo alto e nos lançamentos longos enquanto Gana tocava a bola e chegava pelas laterais. Depois da pressão sofrida na metade da etapa inicial, os europeus voltaram a atacar. Em duas cobranças de falta, Totti quase abriu o placar. O primeiro gol da partida, contudo, só surgiu aos 40 minutos. Após cobrança de escanteio, Andrea Pirlo recebeu na entrada da área e chutou à esquerda de Kingson, sem chances para o goleiro ganense.

A segunda etapa começou com boas oportunidades e ambas as equipes. Gilardino, aos seis minutos, teve a chance de ampliar, mas Kingson fez boa defesa; os africanos responderam com Essien, mas o chutou para fora.

Aos 21, Perrotta apareceu novamente diante do arqueiro ganense, mas não aproveitou o momento para marcar o segundo. O árbitro brasileiro Carlos Eugênio Simon deixou a desejar no aspecto disciplinar ao não punir Kuffour por uma entrada violenta em Ianquinta.

Os dois jogadores tiveram influência direta no segundo gol italiano: Kuffour errou ao tentar um recuo de bola e Iaquinta não desperdiçou a chance. Passou por Kingson e empurrou para o fundo das redes, fechando o placar.

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