Brasília - O PT suspendeu o salário de Bruno Maranhão, preso na última terça-feira acusado de ser o líder do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), grupo que invadiu a Câmara causando destruição ao patrimônio público e agredindo servidores.
Por sua participação no episódio, Bruno foi afastado da Executiva Nacional do partido e não terá mais direito aos R$ 6.500,00 mensais que recebia por responder pela secretaria de movimentos populares.
Segundo o secretário nacional de finanças do PT, Paulo Ferreira, desde a última quarta-feira Maranhão não faz mais parte da Executiva. “Não tem mais como o partido pagar o salário dele. Não somos mais responsáveis pelo pagamento”, disse.
No próximo dia 23 o partido se reúne para decidir se expulsa Maranhão da legenda. O líder do MLST continua preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, com outros 41 integrantes do movimento. O ex-dirigente petista será indicado pelo crime de lesão corporal grave contra um servidor público, dano ao patrimônio público, formação de quadrilha e corrupção de menores, pois havia crianças e adolescentes no grupo de mais de 500 militantes que participaram da invasão. A Câmara contabilizou prejuízos no valor de R$ 82.600,00 provocados pelos militantes do MLST.
Foram quebrados quatro terminais de auto-atendimento, três microcomputadores, duas câmeras de vídeo, um monitor de vídeo, uma exposição do Ecocâmara, quatro portas de vidro blindex, um busto do ex-governador Mário Covas, nove painéis de madeira, gesso de teto e ferragens. A Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascad) teve um prejuízo de R$ 20 mil com o carro Fiat Uno que foi quebrado pelos manifestantes.