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Muhajirin vai liderar Al-Qaeda; atentados suicidas vão continuar

Folhapress
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Bagdá - O braço iraquiano da Al-Qaeda nomeou ontem Abu Hamza al Muhajirin para suceder o terrorista Abu Musab al-Zarqawi, morto por um bombardeio americano na semana passada. Uma declaração atribuída à Al-Qaeda e divulgada em um site de militantes islâmicos dizia que o novo líder continuaria a campanha de atentados suicidas iniciada por Zarqawi.

“Muhajir é um bom irmão, tem uma história na jihad e é instruído. Pedimos a Deus que ele continue o que o xeque Abu Musab começou”, diz o anúncio. Muhajir não estava entre os nomes que especialistas em Al-Qaeda citaram como possíveis sucessores do terrorista jordaniano.

O analista saudita Fares bin Houzam disse que Muhajir poderia ser um pseudônimo do militante egípcio Abu Ayyub al Masri, que autoridades americanas disseram que poderia suceder Zarqawi, ou do saudita Abu Hafs al Qarni, nomeado pela Al-Qaeda como assessor de Zarqawi no ano passado.

Os membros da organização terrorista são cerca de 5% da insurgência sunita, mas seus homens-bomba praticaram alguns dos mais sangrentos atentados no país.

Uma fonte do gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, disse que o governo considerava a possibilidade de convidar membros de grupos insurgentes para discutir uma conciliação. O premiê, que é xiita, rejeitou, porém, a idéia de diálogo com seguidores de Saddam Hussein.

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52 minutos vivo

Bagdá - Um médico do Exército americano afirmou ontem que o líder da rede terrorista Al-Qaeda sobreviveu por 52 minutos após o bombardeio que atingiu seu esconderijo perto de Baquba (65 km ao norte de Bagdá) na última quinta-feira.

Segundo o médico Steve Jones, a autópsia aponta que os ferimentos sofridos pelo líder rebelde são condizentes com os causados por um ataque a bomba. De acordo com o especialista, o conselheiro espiritual de Al-Zarqawi, Sheik Abdul Rahman, morreu na hora.

Jones informou ainda que exames realizados pelo FBI (polícia federal americana) nos restos mortais de Zarqawi confirmaram a identidade do terrorista jordaniano. De acordo com o porta-voz do Exército dos EUA em Bagdá, William Caldwell, tropas americanas chegaram ao local cerca de 30 minutos após o bombardeio e providenciaram atendimento médico a Al Zarqawi, que respirava com dificuldade.

Segundo Jones, “não há sinais” de que o líder terrorista tenha sido agredido ou recebido disparos após o bombardeio. De acordo com o Exército, um avião caça F16 lançou uma bomba de 227 kg contra o esconderijo do líder rebelde. Meia hora depois, soldados americanos chegaram ao local, onde já se encontravam policiais iraquianos.

Operações

Segundo Caldwell, 140 operações foram realizadas pelo Exército após a morte de Al Zarqawi, nas quais 32 insurgentes foram mortos e outros 178 detidos. De acordo com o porta-voz, 11 operações tiveram ligação direta com a morte do líder terrorista.

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