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Aos namorados


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Homens e mulheres são atraídos uns pelos outros porque ambos anseiam por ligar-se à sua outra metade: os parceiros com quem, originalmente, estavam unidos antes de serem divididos em dois. Formar um casal é reconstruir a unidade perdida.

A intimidade séria é a única experiência na vida que nos torna, verdadeiramente, parceiros do processo de criação. Nada do que fazemos como seres humanos é tão divino quanto criar uma nova vida que, por sua vez, cria outras, sucessivamente, até a eternidade.

Homem e mulher representam duas formas de energia divina: eles são os elementos masculino e feminino de uma única alma.

Com freqüência, o homem é mais voltado para o exterior e a mulher personifica um ideal de dignidade interior. A natureza de uma mulher é sutil, não é fraca e a de um homem é agressiva, não é brutal.

A energia feminina é o que você é e a energia masculina é o que você faz. O homem “sai” à procura da divindade, a mulher absorve a divindade. O homem fornece a semente para criar a vida, a mulher gera a vida. O homem ensina seus filhos como viver, a mulher é vida.

O Criador também dotou os seres humanos de duas forças antagônicas: a vontade de dar (da alma) e a vontade de receber (do corpo).

As pessoas, em geral, são “receptoras” e não “doadoras”. Um relacionamento acaba a partir do momento em que um só quer receber pensando que o outro tem obrigação de dar. Aquilo que deveria ser dedicação mútua, passa a ser um relacionamento de demandas. Quando as exigências surgem, o amor desaparece.

Ninguém perde algo que dá ao próximo. Sua essência, conectada ao ato de dar, transfere-se para quem recebe. Esta conexão espiritual entre pessoas é o verdadeiro amor.

Ao nos darmos, nos aproximamos da face do parceiro a ponto de ver a luz dos seus olhos e o que percebemos é a nossa própria imagem refletida na íris do outro, como se fosse um espelho. Conseguindo superar os temores da proximidade, acabamos descobrindo que conhecer o outro implica, igualmente, em conhecer-se.

Quando entre o casal existe o conhecer, o amor deixa de ser uma paixão para se transformar na chama que acende uma existência.

O autor, Paulo Cézar Razuk, é professor

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