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Combate aéreo foi foco de treinamento

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Berlim - Quem acompanhou a última semana de treinamentos do Brasil nem precisa conhecer a equipe da Croácia para perceber qual será a maior dificuldade da Seleção na partida de hoje. Com jogadores grandalhões, os croatas levam muito perigo nas bolas alçadas na área.

Como fica clara a superioridade técnica brasileira, o técnico Carlos Alberto Parreira sabe que a chance de seu time ser surpreendido hoje é justamente nas jogadas pelo alto. Por isso, Parreira insistiu nos trabalhos de bola parada e cruzamentos nos últimos dias. Além da dupla de zaga formada por Lúcio e Juan, outros jogadores têm papel fundamental para tentar minar a maior arma da Croácia.

Devido às suas estaturas, Kaká e Adriano voltam para compor a defesa em lances de bola parada. Émerson é outro que faz parte da defesa do Brasil. Mostrando a união do grupo brasileiro, o zagueiro reserva Cris tem procurado ajudar os companheiros, dando dicas e participando dos treinamentos. “Bola parada é do jogo, é crucial em qualquer time do mundo. Quando você sabe como se posicionar, consegue parar esse tipo de jogada.”

Já o titular Lúcio, que atua na Alemanha e está acostumado com os chuveirinhos, jura estar mais do que pronto para segurar os grandalhões croatas. “Precisamos ter essa preocupação, pois uma jogada pelo alto define muitos jogos”, afirmou.

“Vários jogadores, como o Adriano e Kaká, voltam para nos ajudar”, completou o zagueirão, que alertou para seus companheiros não ficarem preocupados só com os grandes: “Temos de marcar todos. Muitas vezes ficamos atentos com os mais altos e aí vem um baixinho e leva vantagem.”

Esperto, Lúcio afirma que as jogadas pelo alto também podem ser uma arma brasileira, já que o time de Parreira possui bons cabeceadores. “No futebol, e com a Seleção Brasileira não é diferente, a bola parada pode ajudar ou prejudicar”, resume.

O meia-atacante Kaká concorda. “Pode ser uma jogada perigosa na defesa, mas também é uma arma no ataque. Precisamos ter boa movimentação ali na frente para facilitar”, disse o camisa oito. Para o volante Zé Roberto, “o Brasil tem jogadores que batem bem na bola e também atletas altos, o que ajuda na hora de concluir a gol” em jogadas de cobranças de falta ou escanteio.

Depois de insistir bastante nos cruzamentos durante toda a última semana de preparação para a estréia na Copa, o técnico Parreira justifica sua preocupação com o perigo que vem do alto. E lembra um episódio triste para qualquer torcedor brasileiro. “É claro que as bolas aéreas e as jogadas de bola parada são uma preocupação. Por isso temos de treinar, pois elas podem ser usadas a favor ou contra nós. Vale lembrar que a Copa do Mundo de 98 foi decidida dessa maneira, com dois gols de cabeça do Zidane”, recordou.

Em sua penúltima entrevista, concedida anteontem, o comandante brasileiro afirmou que os seus atletas já estão muito bem ensaiados. “O que tinha de ser feito foi feito. Os jogadores da seleção atuam na Europa e estão acostumados com esse tipo de jogada. Não será uma novidade para eles.”

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