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Kaká marca e salva Seleção na estréia

Folhapress
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Berlim - Depois de um começo nervoso, como esperado em uma estréia de Copa do Mundo, o Brasil impôs a sua técnica. Com um gol de Kaká, derrotou a Croácia por 1 a 0, no estádio Olímpico de Berlim, e deu seu primeiro passo rumo ao hexa.

Foi uma partida de intensa marcação, em que os jogadores croatas tentaram a todo custo anular, sem sucesso, o poderio ofensivo do quadrado mágico de ataque do Brasil, formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo (Robinho na etapa final).

Mesmo com Ronaldo em um péssimo dia - o atacante não driblou e finalizou apenas uma vez (e errada) -, o Brasil partiu para cima da Croácia.

As jogadas do quarteto de ataque começaram a sair uma atrás da outra. Na maioria das vezes, Ronaldinho Gaúcho partia para cima da defesa croata, com a bola dominada, e servia para Kaká e Adriano.

Gaúcho e Kaká movimentaram-se bem e criaram as principais chances de gol do Brasil. Adriano também participou de alguns bons lances de ataque. Apenas Ronaldo demonstrou apatia.

Perdeu bolas dominadas e praticamente não disputou jogadas com os zagueiros croatas. A única coisa que fez no jogo foi aos 12 minutos do segundo tempo. Desmarcado, deu um chute da entrada da área, que passou perto. Ao ser substituído por Robinho, Ronaldo levou uma vaia.

A defesa brasileira voltou a apresentar um dos defeitos constatados por Parreira nos jogos-treinos e amistosos: o espaço aberto nas costas dos laterais, especialmente no lado direito, com Cafu.

A Croácia insistiu nas jogadas com o atacante Prso pela direita. Por lá, criou suas melhores chances e deu sustos com cruzamentos para a área. O papel dos volantes na marcação e cobertura da defesa brasileira, porém, foi perfeito. Émerson e Zé Roberto saíram para o ataque no momento certo e estiveram presentes no desarme quando a Croácia contra-atacava. Émerson foi com tanta vontade ao pote que acabou levando cartão amarelo por falta violenta.

O jogo

O Brasil começou tomando a iniciativa, mantendo a bola em seu domínio durante a maior parte do tempo e chegando sem grandes dificuldades às proximidades da área croata. Contudo, foi num contra-ataque rápido, aos oito minutos, que o Brasil teve sua primeira boa chance. Ronaldinho recebeu pela esquerda e passou para Adriano. Com um leve toque, o atacante deixou para Kaká, que chutou forte, da entrada da área, por cima do gol de Pletikosa.

Aos 14 minutos, então, Roberto Carlos arriscou de longe e Pletikosa mandou para escanteio. Após a cobrança, Ronaldinho bateu cruzado do bico esquerdo da grande área e o goleiro croata novamente mandou para fora.

Com o passar do tempo, os croatas conseguiram equilibrar o jogo, partindo para o ataque com mais freqüência. Quando a Croácia era melhor em campo, aos 32 minutos, Ronaldinho teve a primeira chance de mostrar sua habilidade em cobranças de falta. Porém, o meia do Barcelona mandou a oportunidade em cima da barreira croata.

Aos 39, a Croácia assustou em cobrança de falta pela esquerda de seu ataque. A bola, cruzada pelo lateral Srna, passou por toda a área brasileira e saiu perigosamente, à esquerda do gol de Dida.

O Brasil continuava confuso em campo e o primeiro tempo parecia caminhar para o seu final sem gols quando Cafu, pela direita, tocou para Kaká. O meia recebeu e, de pouco antes da entrada da área, driblou a zaga croata e chutou colocado, de pé esquerdo, no canto superior direito do gol, sem chances para o goleiro Pletikosa: 1 a 0 aos 44 minutos e um intervalo mais tranqüilo para o Brasil.

Na segunda etapa, o Brasil continuou apresentando fraco futebol e a Croácia passou a pressionar. Aos cinco minutos, o atacante Prso recebeu, entrou pela direita da área brasileira e chutou forte rasteiro, para boa defesa do goleiro Dida. Três minutos depois, a Croácia chegou novamente com perigo. Após chute da intermediária, a bola sobrou para o atacante Klasnic, que bateu forte da entrada da área, obrigando nova defesa de Dida.

Ronaldo apareceu pela primeira e única vez no jogo aos 12 minutos. Após passe de Kaká, o atacante chutou forte de fora da área, por cima do gol adversário. Somente aos 17, a Seleção voltou a ameaçar, quando, depois de um bom cruzamento de Cafu, Ronaldinho penetrou pelo meio e cabeceou, para boa intervenção de Pletikosa.

O Brasil continuava jogando mal e, a partir dos 20, a Croácia criou três boas oportunidades de gol em menos de cinco minutos, com destaque para os laterais Srna e Babic.

Com péssima atuação, Ronaldo saiu para a entrada de Robinho aos 23 minutos e o time melhorou um pouco, ganhando velocidade no ataque. Kaká, o melhor jogador da equipe, criava em chutes de fora da área os lances mais perigosos do ataque brasileiro.

A Croácia, mostrando cansaço, diminuiu o ritmo nos últimos 15 minutos, o que possibilitou ao time de Parreira a manutenção do placar mínimo, mesmo sem apresentar um bom futebol.

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