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Marcos Valério depõe sobre suposto esquema tucano na Polícia Federal

Folhapress
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Belo Horizonte - De visual novo, o empresário Marcos Valério de Souza prestou depoimento ontem na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte no processo que investiga o suposto caixa dois na campanha eleitoral de 1998 do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Valério, denunciado pela Procuradoria Geral da República no processo do "mensalão", assumiu sua calvície: não está mais raspando toda a cabeça. Deixou o cabelo crescer nas laterais e na nuca. O empresário prestou depoimento ao delegado Luiz Flávio Zampronha, da PF de Brasília, a partir das 15h. A reportagem aguardava do lado de fora da sala, quando, por volta das 17h, o empresário saiu para ir ao banheiro. Ao deparar com a reportagem, Valério levantou a mão e disse: “Nada de entrevistas”.

Zampronha confirmou que o depoimento era sobre o suposto caixa dois de Eduardo Azeredo, mas que não daria nenhuma outra informação. O processo corre sob segredo de Justiça. O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, devolveu na semana passada o inquérito sobre o caixa dois tucano à PF com pedido de novas diligências.

O senador Azeredo, que na época tentava reeleição ao governo de Minas, negou por diversas vezes saber da existência do caixa dois. Azeredo disse que sempre teve conhecimento do gasto oficial de sua campanha que foi de R$ 8,5 milhões. Ele só sabia dos supostos empréstimos de R$ 11 milhões feitos por Marcos Valério para o tesoureiro de sua campanha, Cláudio Mourão, após o fim da eleição, que ele perdeu.

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