O imunologista Fábio Morato Castro, professor associado do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas de São Paulo, é contra a realização de testes de sangue para identificar intolerância alimentar. Segundo ele, ainda há controvérsias sobre a eficácia dos exames porque nem sempre os resultados obtidos em laboratório podem ser transferidos para o homem.
“Nesses testes, os laboratórios coletam o sangue do paciente e colocam essas células em contato com alguns alimentos e aditivos para analisar se acontece alguma reação adversa. Mas isso é muito subjetivo. Um resultado in vitro é uma coisa; in vivo pode ser completamente diferente”, avalia.
A mesma opinião tem o médico Antônio Frederico Magalhães, presidente-eleito da Federação Brasileira de Gastroenterologia e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para ele, o método de exclusão dos alimentos, aliado a uma boa análise clínica do paciente, são suficientes para um diagnóstico correto de intolerância alimentar.
Castro também considera “muito alto” o percentual de pessoas com intolerância a aditivos (segundo teste realizado na Espanha). “Se entre 20 mil pessoas, 18% têm intolerância a aditivos, esse tipo de produto deveria ser proibido no mundo todo’’, afirma.