Saúde

Produto some das prateleiras


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Além da alta prevalência, da má conscientização da classe médica para a gravidade do problema e do despreparo para um correto diagnóstico, há um quarto agravante: a falta de medicação B-12 nas farmácias brasileiras desde novembro do ano passado.

Uma amostra da situação é o que ocorre na região de Campinas, conforme constatação do serviço social do Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp): o produto sumiu nas cidades vizinhas e só é encontrado em duas farmácias de Campinas, ainda assim em apresentações de 15 miligramas – o que implica em custo três vezes maior, já que essa quantidade é muito superior ao que recomenda o tratamento, que pede doses de apenas 1 miligrama.

“Além de não conseguirmos tratar os novos casos, muitos pacientes que já tiveram alta estão voltando ao ambulatório do Hemocentro por causa da falta do medicamento”, afirma a hematologista Sara Saad. A vitamina B-12 é um remédio muito barato e, conforme observa a hematologista, para obter ganho de escala os laboratórios passaram a fabricar apenas apresentações com uma quantidade exageradamente alta da droga.

“Isso encarece desnecessariamente o tratamento, torna a aplicação da atual dosagem da injeção mais dolorida e não permite aproveitamento de toda a quantidade”, afirma. Ela acrescenta que há apresentações associadas com corticóides, substância absolutamente desnecessária para tratar deficiência de B-12. O remédio também é vendido em cápsulas, mas a absorção oral requer doses maiores e não é tão eficiente quanto a proporcionada por via intramuscular. (Jornal da Unicamp)

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