O brasileiro possui um característica indelével: a sua criatividade.
Esta mesma criatividade que nos mantém na luta diária pela sobrevivência é o principal obstáculo para que possamos almejar qualquer mudança mais radical em nossa sociedade.
Enquanto nós, cidadãos brasileiros, conseguirmos encontrar uma saída paliativa a nossos problemas, na maioria oriundos do sistema social a que estamos submetidos, jamais, ou dificilmente, encontraremos razão para enfrentar nossos algozes em busca de mudanças que gerem melhorias na qualidade de vida de toda a população.
Pensem... Vocês acham que políticos votariam qualquer medida que fosse contrária a seus interesses particulares? Isto por que foram eleitos para legislar a nosso favor. Nós reclamamos, xingamos, mas o que fazemos de concreto para que esta situação mude? Quantos de nós lembra em quem votou na eleição passada? Quantos conhecem a trajetória do político em quem votou? E o que eles têm feito com a confiança que neles foi depositada junto com os votos? Quantos procuram informações para saber se o que é divulgado na mídia é verdade?
Temos o hábito de ter como verdade somente o que é exposto na mídia. Se não saiu no jornal, então não é digno de confiança?
É como sabão em pó; este ou aquele é melhor por que saiu na tv, e se saiu na tv é por que é bom!
Está mais do que na hora de olharmos com olhos de ver e ouvirmos com ouvidos de ouvir.
O pior é que este mesmo jeitinho brasileiro, já tão massificado na mídia, é tido também como fonte de problemas para vários governantes. Na busca de alternativas à falta de trabalho, o jeitinho brasileiro nos encaminha para ações criativas como flanelinha, camelô, mototaxista e muitas outras formas de sobrevivência. Classificado como trabalho informal, este jeito criativo de trabalho não entra nas estatísticas por ser de difícil detecção a sua verdadeira dimensão dentro do sistema social vigente.
Precisamos reverter os ventos que não nos são favoráveis e manter o barco em seu rumo ao paraíso ou a qualquer lugar que disso se aproxime.
Aqui em Bauru, caminhamos buraco adentro.
Qualquer dia caio num buraco e verei o Monte Fuji.
É preciso mudar! (Com jeitinho a gente consegue! (José Reginaldo Furtado - professor)