Nacional

Acaba a rebelião em cadeia de São Carlos; guerra de facções gera 5ª morte

Da Redação*
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Terminou ontem de manhã, com a transferência de 20 detentos, a rebelião na cadeia pública de São Carlos (231 quilômetros de São Paulo). Um carcereiro foi mantido como refém durante 20 horas foi solto e, segundo a Polícia Militar, não teve ferimentos. Segundo informou a Polícia Civil, o prédio da cadeia pública foi parcialmente destruído. O local, com capacidade para 60 presos, abriga 224 atualmente, segundo a polícia.

Desde a sexta-feira, oito unidades prisionais do Estado registraram motins. As rebeliões ocorreram, simultaneamente, nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) de Parelheiros, de Suzano e de São Bernardo do Campo e na penitenciária 1 de Franco da Rocha. Os presos de São Bernardo foram os últimos a ceder.

A PM cercou as unidades, mas não as invadiram. Não há confirmação sobre as reivindicações dos presos. Em Itirapina (213 quilômetros de São Paulo), um preso foi morto por rivais e os amotinados atearam fogo em colchões e derrubaram portas e paredes.

Guerra de facções

A guerra entre duas facções criminosas pelo controle da Penitenciária Estadual Danilo Pinheiro, em Sorocaba, já causou cinco mortes em pouco mais de dois meses no Interior do presídio. O preso Michel Oliveira de Souza, 27 anos, supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado na sexta-feira com golpes de estilete durante a saída das celas para o banho de sol. A morte só foi divulgada ontem.

O detento Antonio João da Silva, 42 anos, do Terceiro Comando da Capital (TCC) assumiu a autoria do crime. Ele disse à Polícia Civil que Souza teria sido infiltrado pelo PCC para matar o preso César Roriz de Camargo, o “Cesinha”, líder do TCC.

O próprio “Cesinha” teria dado a ordem de execução, da qual participaram outros presos. Eles fizeram um círculo em torno do detento para que Silva pudesse atacá-lo com golpes de estilete. O preso foi encontrado já morto, com a arma cravada no abdome.

“Cezinha”, que foi um dos fundadores do PCC, estaria jurado de morte pela facção. Ele criou a dissidência que domina o presídio de Sorocaba, com 691 detentos. A liderança de “Cesinha” incomoda a cúpula do PCC, que consideraria sua morte “uma questão de honra”. Presos em dívida com a facção seriam infiltrados para cumprir a “sentença”. Inseguro, o líder ameaçado manda matar eventuais rivais à menor suspeita.

*Com Folhapress e AE

Comentários

Comentários