O vereador João Parreira (PSDB) afirmou ontem, durante a sessão da Câmara Municipal, não ter dúvidas de que a empreiteira Marquise pagou até R$ 400 mil para alguém ligado à campanha eleitoral do prefeito Tuga Angerami e do vice Renato Purini. “Tenho certeza que os R$ 400 mil vieram para Bauru, só não sei para quem foi esse dinheiro, porque o portador não é muito confiável”, disse, referindo-se ao ex-diretor de Limpeza Pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) Jorge Monteiro.
De acordo com o vereador, a audiência pública que será convocada pela Câmara para que o prefeito e o vice se expliquem sobre as denúncias de caixa dois servirá para esclarecimentos. “As coisa precisam ser esclarecidas, o prefeito não pode mais ficar calado, porque a Marquise não virá a público para falar. O que eles querem é o dinheiro de volta, com a coleta do lixo ou os R$ 400 mil de volta. Eles querem o deles”, frisou.
Para Parreira, a maior prova de que o dinheiro do caixa dois existiu foi a tentativa de contratar a Marquise em regime de emergência. “Se não tivesse vindo os R$ 400 mil, não iriam querer tentar terceirizar a coleta do lixo como aconteceu 15 dias depois do início do mandato. Não tenho dúvida que veio essa ajudazinha”, afirmou.
O vereador também defendeu que a Câmara se envolva politicamente no caso, de maneira paralela ao Ministério Público. Segundo ele, não há provas de que a empresa veio e doou o dinheiro, mas com base nas evidências pode ser aberta uma Comissão Processante (CP). “Eu admito a possibilidade de uma Processante, com base no que foi visto até agora, e com base no que será visto mais para frente. Acho que ainda não se reuniu todos os elementos para abertura de uma comissão, mas dependendo de outras evidências que possam surgir, é possível. O primeiro passo nós estamos dando com o pedido de audiência pública”, salientou.