Andar de carro em Bauru pode resultar em prejuízo no bolso. Buracos que mais se parecem com grandes crateras urbanas dificultam o tráfego e, na maioria das vezes, causam grandes danos aos veículos, principalmente aos de pequeno porte.
Os serviços de tapa-buracos e pavimentação da prefeitura foram suspensos nas últimas semanas por conta da falta de materiais para a execução dos trabalhos.
Elaine de Cássia Orti, secretária municipal de Obras, explica que houve um atraso na licitação para compra dos insumos necessários para tapar buracos, o que inviabilizou a continuidade dos serviços de recuperação e manutenção do asfalto. Segundo ela, os trabalhos devem recomeçar em duas semanas. São sete caminhões e 28 operários à disposição da secretaria para a operação.
“Hoje, por mês, usamos cerca de 750 metros cúbicos de massa asfáltica para a recuperação de ruas. Por conseqüência, contabilizamos um investimento, também mensal, na ordem de R$ 150 mil, apenas com matéria-prima, fora a mão-de-obra”, completa.
A secretária atribui o crescimento dos danos ao asfalto em Bauru à interrupção do serviço de tapa-buracos. Paulo Sérgio Canalli, chefe de Gabinete da Prefeitura, diz que a Secretaria de Obras está sendo reestruturada com novos equipamentos e reciclagem dos funcionários. Segundo ele, foram adquiridas na última semana sete máquinas para o serviço de recuperação asfáltica.
Os equipamentos delimitam o buraco, fazendo um recorte ao redor, e compactam a massa depois de depositada sobre ele, o que deve dar mais qualidade ao serviço de tapa-buraco. “A intenção é colocarmos na rua sete equipes de tapa-buraco. Mas, para fazermos isso, estamos treinando nossos servidores para utilizar esses equipamentos. Até hoje, os buracos eram tapados, simplesmente, com a colocação da massa asfáltica sobre eles, quando na verdade precisam ser recortados, limpos, receber a emulsão (líquido aderente e impermeabilizador), o cimento e, por fim, a ação da máquina compactadora”, comenta Canalli.
O chefe de Gabinete diz, ainda, que os problemas mais críticos do asfalto em Bauru estão sendo levantados. Canalli ressalta que a vida útil do pavimento está vencida há anos, além de em alguns lugares, apresentar espessura menor que a necessária. Ele adianta que foram comprados um milhão de quilos de cimento asfáltico e 300 mil quilos de emulsão para a realização dos serviços. Os materiais devem ser entregues à Secretaria de Obras até o final desta semana.