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PAI do Bela Vista abre só com um pediatra

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

O problema de demora no atendimento e lotação no Pronto-Atendimento Infantil (PAI) que funciona ao lado do Pronto-Socorro (PS) Central não teve trégua ontem. A Secretaria Municipal de Saúde anunciou na semana passada a instalação de uma unidade de saúde do Jardim Bela Vista que acolheria o primeiro Pronto-Atendimento Infantil (PAI) a partir de ontem, mas não foi o que aconteceu. Um dos dois pediatras que faria o atendimento de casos de urgência no Bela Vista não apareceu para trabalhar por problemas pessoais e apenas um especialista ficou responsável pelo atendimento no local.

“Estamos trabalhando no limite técnico de médicos, como o esquema enxuto”, desabafa o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, José Roberto Berber.

Como já existiam consultas agendadas na unidade básica do Bela Vista, a pediatra atendeu esses casos, e os outros de urgência que apareceram foram encaminhados ao PS Central.

Das 14 crianças que buscaram atendimento de urgência na manhã de ontem, apenas quatro foram atendidas no local, através de encaixes entre as consulta agendadas. As outras 10 foram orientadas a procurar o PS do Centro. Para o transporte, uma ambulância ficou disponível para os pacientes.

Até o início da tarde de ontem, o diretor buscava pediatra para substituir aquele que se ausentou, mas não conseguiu candidatos. “À tarde, uma enfermeira vai fazer a triagem e os casos mais simples também serão atendidos através de encaixes”, informou. A expectativa é que hoje o serviço seja normalizado.

A doméstica Isabel Cristina Duran faltou ao trabalho para levar a filha Karla, de um ano e dois meses, ao médico. Antes de sair de casa, ela ligou para a unidade do Bela Vista para ter mais informações. “Tinha ouvido falar que os casos de urgência poderiam ser atendidos no Bela Vista, mas liguei para ter certeza.

A funcionária confirmou a informação”, diz. Mas, quando chegou ao PAI do Bela Vista, teve uma surpresa. “Me disseram que não tinha médico e que eu poderia esperar a ambulância para levar minha filha até o PS Central. Mas resolvi pegar uma carona com uma senhora que estava na mesma situação para chegar mais rápido”, conta a mãe. Até as 11h ela ainda não tinha sido atendida.

Adriana de Araújo Silva também passou por situação parecida. Como mora na zona rural, procurou atendimento no posto mais próximo que fica no Parque Vista Alegre. Mas, chegando lá, a mãe conta que não conseguiu vaga para atendimento ao filho, Caio, de um ano e 10 meses. “Uma funcionária disse para eu procurar atendimento no Bela Vista, mas logo que cheguei fiquei sabendo que não tinha pediatra”, diz. Ela resolveu aguardar uma ambulância para levar o filho até o PS Central.

Nos últimos dias, em função do clima seco, da queda de temperatura e da poluição, o número médio de crianças atendidas diariamente chega a 440 crianças no PAI (ao lado do PS do Centro). Das 7h às 10h25, ontem, 104 já haviam sido atendidas.

O novo PAI do Bela Vista tem objetivo de desafogar o prestado no Centro. O serviço, no entanto, não faz internações, nem conta com unidade de terapia intensiva (UTI). Também não fica com as portas abertas 24h, como ocorre com o PAI (ao lado do PS Central). A projeção é que entre 90 e 100 delas recebam assistência médica por dia.

Mas as crianças conduzidas para lá não dependem de consulta pré-agendada, assim como é recomendável nos postos de saúde. É um sistema intermediário entre uma unidade de saúde e um pronto-socorro e atende das 7h às 19h. A intenção, no entanto, é prolongar o atendimento até as 22h.

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