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Com poucas viradas, Copa ostenta o retorno do ‘futebol de resultado’

Folhapress
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Berlim - Desde que a Fifa adotou os três pontos por vitória em Copas, em 1994, nunca marcar o primeiro gol foi tão importante quanto na atual edição. Após duas rodadas de disputa, o Mundial da Alemanha ostenta a volta do “futebol de resultado”, no qual assegurar o triunfo a todo custo é mais importante do que tentar ampliar a vantagem no placar.

Nos gramados alemães, nada menos do que em 20 dos 32 jogos até agora (62,50%) os times que abriram o placar acabaram vencedores. Nas últimas cinco Copas, esse número só é superado pelos 79,16% de 1990, na Itália, último Mundial em que vitória valia só dois pontos.

Outro fator que ilustra a importância de sair em vantagem e segurar o placar é o reduzido número de viradas neste Mundial: apenas três. A segunda rodada, por exemplo, teve que aguardar sua 16ª e última partida para registrar uma virada (Espanha 3x1 Tunísia).

Outra semelhança entre esta Copa e a da Itália-90 é a queda da produção ofensiva. A atual edição tem média de 2,34 gols - a terceira pior da história considerando as duas rodadas iniciais. O índice é superior só aos das Copas de 86 (2,16 gols por jogo) e 90 (2,20).

E agora nem os juízes, tradicionais bodes expiatórios de atletas e treinadores, podem ser culpados. Em 2006, mais do que nunca, os cartões têm sido mostrados - a Fifa recomendou punição severa ao antijogo.

O Mundial alemão é o que apresenta a mais alta média de advertências da história. São 4,72 amarelos por jogo, superando os 4,52 dos EUA-1994. A profusão fará com que esta Copa tenha o amarelo número 1.500 da história dos Mundiais. Faltam só dez para a marca.

O rigor das advertências pode fazer até com que um dos maiores astros do futebol moderno abrevie sua carreira: suspenso por duas advertências, Zinedine Zidane está fora do jogo em que a Seleção Francesa jogará sua permanência na Copa, contra o Togo.

Se a França não vencer e for eliminada, o empate com a Coréia do Sul entra para a história como o último jogo da carreira do meia. Sua aposentadoria depois da Copa do Mundo foi anunciada em abril.

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