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Após 1º gol em Copas, Fred tem dificuldade para dormir

Folhapress
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Bergisch Gladbach – “Melhor, impossível.” Foi assim que Fred definiu suas últimas 24 horas. Anteontem, entrou no final da partida e deixou a sua marca nos 2 a 0 sobre a Austrália. Depois, recebeu o carinho da família, dos amigos e colegas da Seleção.

“Foram muitas mensagens da família, dos amigos. Confesso que foi um pouquinho difícil conseguir dormir”, disse Fred, que jura não ter ficado chateado por não conseguir ficar com a bola da partida. “Não deu. Mas não vai ficar nenhuma frustração”, falou.

O goleador do Lyon disse ter feito todos ficarem muito emocionados. “Estavam todos chorando muito na minha casa. Uma alegria imensa para mim e para eles também.”

Para ele, jogar uma Copa e ainda por cima marcar um gol é indescritível. “A maioria dos brasileiros sempre sonha com isso. Ainda mais eu, que sempre fui apaixonado por futebol. Na hora, ali, passa um filme pela cabeça. Dá aquela sensação de vitória.”

Diante da Austrália, o atacante precisou de apenas três minutos em campo para deixar a sua marca. E rapidez sempre fez parte de sua vida. Foram necessários apenas 3s17 para Fred começar a ser conhecido no Brasil. A partida era entre América-MG e Vila Nova-GO, pela Taça São Paulo de Juniores de 2003. Fred resolveu arriscar do meio-campo e marcou um golaço, o gol mais rápido da história do futebol.

Depois disso, o atacante foi para o Cruzeiro, sendo vendido logo para o Lyon, da França. Nas duas equipes, balançou as redes logo em sua estréia. Iluminado? “Como eu sempre falo: sou abençoado, iluminado por Deus”, definiu.

A grande alegria após o gol foi o carinho do grupo brasileiro. “Poxa, foi muito legal a reação dos meus companheiros. Senti que eles ficaram muito felizes por mim”, disse Fred, que levou tapinhas na cabeça quando foi comemorar junto ao banco de reservas.

Feliz da vida, o atacante brincou com uma jornalista dizendo que não dava para falar francês, falou que não existe um parceiro ideal na Seleção Brasileira, pois todos “desequilibram”, e espera uma vaga no time titular. “Se tiver uma brecha, quero jogar sempre”, disse, lembrando que o técnico da Seleção, Carlos Alberto Parreira, deve poupar alguns titulares no jogo contra o Japão, na próxima quinta-feira.

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