Brasília - Com dificuldades para fechar alianças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar sua candidatura à reeleição, no próximo sábado, sem ter definido o nome do seu vice. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que dificilmente até o final da semana as articulações para definir quem irá compor a chapa com Lula serão concluídas.
São três os nomes cotados para vice - o atual, José Alencar (PRB), o presidente nacional do PSB, deputado Eduardo Campos (PE), e o ex-ministro Ciro Gomes (PSB). “Pode ocorrer de se decidir até sábado, mas na minha opinião até o fim de semana não será resolvido. Não sei qual (dos cotados) está mais próximo de ser (o vice)”, disse o ministro.
A Executiva Nacional do PSB se reúne hoje, em Brasília, para discutir o assunto. Uma ala do partido resiste na aliança formal com Lula, o que prejudicaria as coligações nos Estados. A legislação eleitoral determina que até o dia 30 de junho os partidos definam como irão se comportar nas eleições.
Até o último momento o PT articulou para que Lula já anunciasse a candidatura com o nome do vice, como Geraldo Alckmin (PSDB), que terá José Jorge (PFL-PE) na chapa. Mas o consenso entre os partidos não avançou.
O presidente se reuniu ontem com a coordenação política do governo e determinou que estudassem medidas para que a partir da próxima semana - quando oficialmente ele será candidato - haja maior cautela com relação à sua agenda. Lula deve dedicar apenas os finais de semana à campanha.
Nos demais dias, o presidente pretende continuar viajando pelos Estados para “realizar inspeções” em obras. A legislação eleitoral impede que a partir de 1 de julho os governantes inaugurem obras. Tarso disse que viajar para realizar inspeções não é uma forma de burlar a lei. “Qualquer movimentação no período eleitoral pode ser interpretada como campanha. É normal que um chefe de governo verifique o andamento de uma obra encaminhada”, afirmou.
O presidente decidiu ainda que os encontros políticos a partir da próxima semana ocorrerão fora do Palácio do Planalto, em lugar reservado ou na residência oficial.