Bergisch Gladbch - A reclamação quanto à postura defensiva tanto da Croácia como da Austrália foi unânime por parte dos jogadores da Seleção Brasileira e serviu para o técnico Carlos Alberto Parreira explicar a pequena quantidade de gols nos dois primeiros jogos da Copa-2006. Para a terceira partida, amanhã contra o Japão, em Dortmund, os atletas esperam que a história seja diferente.
Os japoneses precisam desesperadamente da vitória -somam apenas um ponto- e ainda terão que torcer por um resultado favorável na partida entre Austrália e Croácia. O Brasil já tem vaga garantida. “Eles têm que correr atrás da vitória. De repente pode ser bom, porque eles podem vir mais abertos. Isso pode facilitar”, disse o atacante Adriano.
Para Cafu, o Japão não tem outra chance que não seja abrir espaços. “Só o resultado positivo interessa a eles, e por isso eles não vão poder ficar presos lá atrás.” O zagueiro Lúcio engrossou o coro. “Nossos dois primeiros adversários não saíram para o jogo. A gente sabe que uma equipe que sai mais deixa também bastante espaço”, afirmou.
Japão
O técnico Zico, do Japão, esperava chegar ao último confronto da primeira fase da Copa do Mundo com duas vitórias e com sua seleção já classificada para as oitavas de final. No entanto, o sonho ruiu e o Japão só tem um ponto, precisando vener o Brasil por pelo menos dois gols de diferença para sonhar com uma vaga.
Mesmo com as dificuldades, o técnico Zico garante não temer o Brasil.
“Não acho que eles são um oponente que particularmente nos assusta. Temos de trabalhar uma maneira de vencê-los”, explicou o treinador, que já confirmou que terá mudanças para pegar o Brasil. “Mudo o ataque, mas não sei quem vai entrar ainda”, adiantou o treinador.
O Japão precisa, além de vencer o Brasil, torcer por um tropeço da Austrália diante da Croácia. Brasil e Japão jogam amanhã, às 13h de Brasília.