Política

Conselhos criticam modelo de gestão e burocracia da prefeitura

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

O coordenador do Conselho Municipal de Saúde, Cláudio da Silva Gomes, acredita que para sair da crise, mais que a contratação de profissionais, a saúde precisa de uma gestão mais eficiente de recursos humanos. “O conselho está pedindo uma modificação na forma da gestão. E melhoria é o relógio de ponto eletrônico”, aponta. “Quem não quiser trabalhar, tem que sair”, frisa, avaliando a divergência entre a classe médica sobre a instalação do aparelho.

Gomes também credita à má gestão a crise entre médicos e a Secretaria de Saúde. “Se você tem uma relação onde ninguém se comunica e quem faz a gestão não se entende com quem executa, você compromete a todos. O confronto não é benéfico”, avalia.

Contrárias ao fechamento dos prontos-socorros do Jardim Ipiranga e Mary Dota, Mara Degand, membro do conselho gestor do Pronto-Socorro do Jardim Bela Vista, e Rosemary Lopes de Moura, membro do Conselho Municipal de Saúde, do Conselho Gestor do Pronto-Socorro Central (PSC) e gestora do Pólo Sudoeste Paulista, órgão do Ministério da Saúde, avaliam que a única saída emergencial para a crise é reativar as unidades enquanto a reestruturação da rede municipal não se concretize. “Seria uma saída emergencial. No ponto de vista do usuário, os prontos-socorros são a única porta de atendimento que estão tendo em Bauru”, observa Moura.

Para as representantes, a crise da saúde está apoiada na burocracia. “Excesso de reuniões, de cursos de capacitação, de viagens. Não partem para a ação. Além disso, a secretaria possui muitos diretores e chefias, que contribuem para essa burocracia”, avalia Moura. Segundo as dirigentes, hoje a rede conta com 256 médicos, grande parte em cargos de chefia.

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