O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Em-durb), Renato Purini, comemorou seu aniversário de um jeito diferente. Ao invés de uma festa, Purini ganhou de presente o depoimento ao juiz João Augusto Garcia, titular da 3a Vara Criminal de Bauru.
O juiz aceitou denúncia feita pelo promotor criminal Djalma Marinho Cunha Filho no começo do ano, por falsidade ideológica e irregularidades na contratação de uma assessora parlamentar, no primeiro ano de seu mandato de vereador, em 2001.
A Justiça entrou no caso em 2003, quando o promotor de Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, protocolou ação civil pública com pedido de declaração de ato de improbidade administrativa contra o então vereador Renato Purini (PMDB).
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público, a assessora Mariúcha Aparecida Deliberal Lima foi contratada em 2001, mas quem exercia as funções era Lázaro Ferreira Lima. O pai da assessora utilizava os serviços oficiais da Câmara, embora no período não tivesse vínculo empregatício com a Casa.
Lázaro não poderia ter sido nomeado para o cargo de assessoria na época porque ainda não contava com a escolaridade exigida para a função (2º grau). Assim, Mariúcha foi nomeada para preencher os requisitos. A situação de substituição ilegal teria ocorrido entre janeiro e maio de 2001, quando Lázaro conseguiu as condições para a nomeação regular após a conclusão do ensino médio.
Como resultado da ação movida por Masseli, no ano passado Renato Purini foi condenado no processo cível. O presidente da Emdurb foi condenado a devolver aos cofres públicos os valores referentes aos vencimentos pagos a Mariúcha.