Economia & Negócios

Com risco de apagão, CPFL orienta economia de energia

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Não apenas os empresários, mas também os consumidores residenciais não esquecem os transtornos e perdas causadas pelo racionamento de energia elétrica determinado pelo governo federal em vários Estados do País, em 2001. De lá para cá, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) insistiu na redução de consumo nas empresas e residências para diminuir a possibilidade de queda generalizada de energia.

O diretor comercial da CPFL, Mauro Magalhães, avalia que apesar dos investimentos, o risco de ocorrer um apagão ainda é de 5%. Para ele, a redução do consumo de energia nas empresas e por parte da população, além de investimentos na área, são caminhos para diminuir a possibilidade de um novo racionamento.

“Sempre que tem uma crise, todos nós aprendemos. Percebemos que desde 2001, as pessoas e empresários têm mais consciência sobre o uso racional da energia. Esperamos que o governo e todos os segmentos tenham aprendido para não deixar acontecer de novo”, diz.

No primeiro semestre deste ano, o Ministério de Minas e Energia divulgou projeções pouco animadoras sobre o consumo de energia elétrica em residências. Prevê-se que nos próximos seis anos, o consumo residencial de energia voltará ao patamar registrado antes do racionamento, em 2001 e 2002. Na época, o consumo médio da população no País era de 180 kWh/mês. Atualmente, está em torno de 142 kWh/mês.

Ontem, aproximadamente 110 empresários de Bauru e região participaram do 4.º seminário sobre Gestão Energética Industrial, promovido pela CPFL e diretoria regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O objetivo foi esclarecer dúvidas e colocar em prática a redução do consumo de energia elétrica. Assistindo a palestras e tirando dúvidas, os empresários aprenderam sobre a otimização do consumo de energia.

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A empresária Ana Luíza Passerotti, que trabalha do ramo de promoção de eventos e de serviços de limpeza, já tem experiências positivas na diminuição do consumo de energia. “No hospital de Agudos, quando iniciamos o trabalho de treinamento em limpeza hospitalar, no primeiro mês conseguimos que a conta de energia elétrica caísse em R$ 1.600,00”, conta. O fato aconteceu em 1998 e, desde então, a redução vem se mantendo através de treinamentos com os funcionários.

Para o titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp em Bauru, José Luiz Miranda Simonelli, o evento gratuito facilita a participação dos empresários. “Às vezes, sozinho o empresário não tem condições de buscar soluções, que na maioria das vezes envolvem custos. Todos buscam, de alguma forma, reduzir o custo de energia”, afirma. Ele citou como exemplo a revisão periódica de instalações elétricas e escolha de equipamentos tecnológicos que consumam menos energia.

Para Magalhães, um dos motivos para a CPFL e a Fiesp auxiliarem os empresários a combater o desperdício é buscar a disponibilidade do produto. “A disponibilidade de energia está associada a investimentos. Sempre fica a questão se é suficiente ou não, mas acreditamos que com investimentos, as chances de um racionamento ficam menores”, avalia.

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