Esportes

Técnico diz que não planeja escolher rival

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Dortmund - Se fosse para uma seleção pragmática, como a Alemanha, a situação que o Brasil vai enfrentar hoje seria uma benção. Mas a comissão técnica do time e os jogadores prometem ignorar o fato de enfrentarem o Japão com a chance de escolher o rival nas oitavas.

A partida de Dortmund acontece depois da definição do grupo E, de onde sairá o rival do Brasil na próxima fase. Todos os times da chave, Itália, República Tcheca, Gana e Estados Unidos têm chances.

“Quem vem para uma Copa e almeja a final não pode escolher adversário. Nós não temos preferência”, garante o técnico Carlos Alberto Parreira. Os jogadores seguem o discurso do chefe.

“Não dá para entrar em campo pensando em escolher adversário. A gente não consegue fazer isso”, diz Zé Roberto.

“Não dá para fazer isso, e ainda mais todos as quatro possibilidades são paradas duras”, afirmou Juninho, que no bolão da Copa organizado pela comissão técnica da CBF é o jogador com a melhor pontuação. A possibilidade de enfrentar a tricampeã Itália divide o time.

Cafu prefere evitar. “Seria complicado, pelos amigos que tenho lá”. Já o atacante Adriano mostra entusiasmo ao comentar um possível encontro com os italianos. Segundo ele, seria ótimo fazer um gol nesse duelo.

Entre os jogadores que estão no grupo atual da Seleção, Cafu, na final de 1994 - vencida pela Seleção Brasileira, nos pênaltis- é o único que já enfrentou a Itália em Copas. A Copa do Mundo já teve casos de resultados “estranhos”. Um dos mais notórios aconteceu em 1982, na Espanha.

Na ocasião, Alemanha e Áustria protagonizaram um jogo com vitória alemã por 1x0 que interessava às duas equipes e causava a eliminação da Argélia. O adversário da próxima fase não foi o único assunto comentado pelos brasileiros na véspera do jogo contra o Japão.

Já um dos grandes jogadores da história do futebol, Diego Armando Maradona observa que o Brasil ainda não demonstrou todo seu potencial na Copa do Mundo. O ex-meio-campista espera que o atual campeão mundial desperte nas próximas partidas. ”Não é tudo que esperamos do Brasil. Está jogando com o freio de mão puxado. Todos sabemos que são seus jogadores”, afirmou o argentino.

Comentários

Comentários