Depois de quase dez anos, o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) está reativando a delegacia regional em Bauru. Está marcada para hoje, às 20h, na Casa do Médico, assembléia para eleição da diretoria da delegacia, que será a 19.ª no Estado, segundo Cid Carvalhaes, presidente do sindicato.
Com hospitais que atendem a cidade e região e instituições de destaque na área de saúde, como Centrinho, Bauru, com 350 mil habitantes e cerca de 800 médicos em atividade, requer uma delegacia do Simesp, na avaliação de Carvalhaes. A função do sindicato, explica, é cobrar plano de saúde eficiente, que atenda a população de forma adequada, boas condições de trabalho para os médicos e salário compatível com a função e o mercado.
Além disso, afirma, o sindicato pode requerer fiscalizações ao Ministério do Trabalho e ao Conselho Regional de Medicina, apresentar denúncias ao Ministério Público do Trabalho e representações ao Executivo e Legislativo. Carvalhaes afirma que salário não é prioridade do sindicato, mas comenta a situação da Prefeitura de Bauru, que tem enfrentado dificuldades para contratar médicos e a remuneração é apontada como um dos entraves.
O sindicato, adianta, também tem a função de cobrar políticas públicas de saúde. “Até onde estamos informado, a Prefeitura de Bauru tem deixado a saúde marginalizada: não discute plano de saúde com freqüência, não tem desenvolvido Programa de Saúde da Família e não tem uma sistemática de atendimento eficiente e ágil. As condições de trabalho são ruins e o salário, é péssimo, o que tem provocado uma fuga dos médicos”, analisa.
Pelas regras do Simesp, são necessários ao menos 50 sócios para a reativação da delegacia, mas a expectativa é que um número maior de médicos se filie à entidade. Caso o índice não seja alcançado, será instalada na cidade uma representação de base do sindicato, adianta Carvalhaes.
De acordo com ele, as candidaturas serão apresentadas ainda hoje, conforme as regras que a assembléia definir. Para compor a diretoria da delegacia de Bauru, devem ser eleitos médicos para os cargos de presidente, secretário e tesoureiro. Mas a assembléia pode, ainda, decidir por compor a diretoria também com mais de um cargo de secretário e diretores-adjuntos.
Os eleitos deverão ser empossados ainda na mesma assembléia, com mandato de dois anos. “A instalação da delegacia regional vai fortalecer a luta dos médicos pela qualidade prestada no atendimento à saúde dos moradores da cidade de Bauru e região”, afirma, ressaltando que o sindicato atua de forma a completar o trabalho do Conselho Regional de Medicina (CRM) e da Associação Paulista de Medicina.