Bairros

Após goleada, torcedor confia no hexa

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de dois jogos cheios de tensão, a Seleção Brasileira finalmente deslanchou ontem na Copa. Esta é a opinião da maioria dos bauruenses que comemoraram a goleada do Brasil em cima do Japão por 4 a 1, lotando a quadra 7 da avenida Getúlio Vargas.

Para a festa, a Polícia Militar interditou duas quadras da avenida que recebeu cerca de 2 mil pessoas, que se divertiram ao som do trio elétrico do jornal da Cidade e da 96,9 FM, em frente à Cervejaria dos Monges. Dentro do bar, a multidão de mais de 1.500 pessoas acompanhou o jogo com os lhos vidrados em quatro telões e dez televisores.

Empolgante, o início do jogo já mostrou que a Seleção, composta por quatro reservas, tinha outro brilho. Isso empolgou os torcedores que puderam comemorar quatro golaços.

Dentro da Cervejaria, na festa promovida pela 96,9 FM e Ticomia Eventos, com apoio do JC, Nova Schin, Ictus, Colcci, Pitanga Boutique, Posto 13 de Maio e Ginasium Academia, um grupo de torcedores chamava a atenção. Eram estudantes de pós-graduação da Unidade de Pós Graduação da Uningá, vindos de vários países da América Latina.

“Trouxe eles para assistirem ao jogo. Tem gente da Bolívia, Paraguai, Peru, Chile, República Dominicana”, enumera o professor Juan Carlos Castañeda, ele mesmo um estrangeiro: veio do Peru para lecionar. Román Guerrero veio da República Dominicana e estava torcendo pelo Brasil. “Estou gostando muito desta festa”, disse.

De semblante sério, olhos grudados na televisão, um palhaço lamentava a chance perdida pelo Brasil. De maquiagem e tudo, o palhaço Pilin, que vai se apresentar hoje no circo do Beto Carrero, afirmou que estava pensando em soluções para a Seleção. “Acabamos de chegar e estamos sentindo o calor do bauruense”, observou. Hudson Rocha, que interpreta o palhaço Kuxixo, elogiou a acolhida na cidade. “A festa está legal e as pessoas estão nos tratando como se fossemos daqui”, diz.

Terminada a partida, o bauruense foi para a avenida Getúlio Vargas festejar a goleada, convencidos de que, agora, a Seleção vai ganhar esta Copa. Ao som da música axé, os torcedores fizeram até uma animado “trenzinho” que circulou pela rua. Muitas bandeiras, cornetas e buzinas deixaram as duas faixas da avenida pintadas de verde e amarelo. “Hoje (ontem), melhorou bastante. Pelo menos o Ronaldo jogou muito melhor”, avaliou a fonoaudiologia e empresária Renata Sacardo.

“A partida me deixou mais tranqüila. Dá para confiar na Seleção agora”, desabafou Melissa Ramos, psicóloga. O executivo de contas Márcio Rosa elogiou a atuação do atacante Ronaldo, que marcou duas vezes ontem. “Ele sofre muita pressão encima. Dizem que ele está gordo, mas ninguém entende de fisiologia médica. Se a imprensa deixar de pegar no pé dele, ele mostra o seu futebol”, avaliou.

A família de Keller Kristhiane estava comemorando o resultado com os filhos Kevin, Kristhian e Karoline. Mesmo com o marido trabalhando no Japão, ela torceu para a Seleção Brasileira. “O jogo foi muito bom. O marido está lá, mas nós torcemos para o Brasil”, confessou. Vanessa Fábio, que estava com a família na avenida Getúlio Vargas, também se disse aliviada. “O jogo foi muito difícil, mas agora só vai dar Brasil”, avaliou, esperançosa.

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